Feito de música para falar de música. Bailante para dançar. Poético para poetizar. Louco para enlouquecer.
sábado, 22 de setembro de 2012
Jogo de dama
Não me fiz de dama a toa.
Foi de propósitos raciais em contramão da sua opinião.
Não me fiz para receber elogios,
muito menos desassossegos.
Em dama, foi colocada em xeque,
por um cavalo qualquer.
Fiz de pura, para tentar novas casas.
Um trás da outra.
Sem assim apegar a nenhum dos móveis.
A nenhum dos senhores.
Fiz de pura por uns trocados,
aqueles que restam ao fim das gavetas.
No lugar de dama,
desfiz dos peões, os arrastei para história sem par.
Tomei o lugar de rainha e
hoje faço de realeza.
Querendo um talvez, a luz branca e compreensão.
Querendo a dialética dos mornos.
Como rainha, fiz de meus súditos invertidos;
sem saber que era uma era de politicamente corretos.
E rainha, sou a mostra de invirtuosa nação de criolos,
que seguem pelas peças sem saber que estão sendo jogados.
(Monique Ivelise)
Foi de propósitos raciais em contramão da sua opinião.
Não me fiz para receber elogios,
muito menos desassossegos.
Em dama, foi colocada em xeque,
por um cavalo qualquer.
Fiz de pura, para tentar novas casas.
Um trás da outra.
Sem assim apegar a nenhum dos móveis.
A nenhum dos senhores.
Fiz de pura por uns trocados,
aqueles que restam ao fim das gavetas.
No lugar de dama,
desfiz dos peões, os arrastei para história sem par.
Tomei o lugar de rainha e
hoje faço de realeza.
Querendo um talvez, a luz branca e compreensão.
Querendo a dialética dos mornos.
Como rainha, fiz de meus súditos invertidos;
sem saber que era uma era de politicamente corretos.
E rainha, sou a mostra de invirtuosa nação de criolos,
que seguem pelas peças sem saber que estão sendo jogados.
(Monique Ivelise)
sábado, 8 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Oferta do dia
Vende-se ideologias:
tem de 10,
tem de 5,
1,99.
O que pagar menos,
será aceito de bom grado.
Na minha mão é mais barato,
mais sujo
e comprometedor.
Tem para todos os tipos de pessoas:
baixa, alta e podre.
Vem já,
vem já cliente.
Oferta do dia:
Chegue mais.
Vende-se meu querido.
É baratinho.
(Monique Ivelise)
tem de 10,
tem de 5,
1,99.
O que pagar menos,
será aceito de bom grado.
Na minha mão é mais barato,
mais sujo
e comprometedor.
Tem para todos os tipos de pessoas:
baixa, alta e podre.
Vem já,
vem já cliente.
Oferta do dia:
Chegue mais.
Vende-se meu querido.
É baratinho.
(Monique Ivelise)
domingo, 2 de setembro de 2012
Era uma novidade?
Sobrado foi o assombro de minha vista,
vigiada pela elegância de sargentos neuróticos,
consumido em vertigens passadas.
Transformei seus sonhos em caos,
sem saber que era apenas uma mentira de natal,
encontrada em qualquer vitrine de 1,99.
Virei seu chão sem movimento.
Foi de fato, não houve mais licenças;
alguns, quem sabe, arrobamentos
desmoronamentos e descaramentos.
Houve uma nova peça sem protagonistas,
uma esperada espera,
feita de pícaros e malandros,
sobre o incrível e esperado carnaval.
Uau, invisível as suas vistas
não se encontraram com mais uma história repetida.
De repetidos diálogos e repetidos olhares
sob a luz apagada de um repetido e primeiro bar.
Gerando uma novo, publicado, sentido e repetido nada.
Apenas os assombros, repetidos a primeira linha.
(Monique Ivelise)
vigiada pela elegância de sargentos neuróticos,
consumido em vertigens passadas.
Transformei seus sonhos em caos,
sem saber que era apenas uma mentira de natal,
encontrada em qualquer vitrine de 1,99.
Virei seu chão sem movimento.
Foi de fato, não houve mais licenças;
alguns, quem sabe, arrobamentos
desmoronamentos e descaramentos.
Houve uma nova peça sem protagonistas,
uma esperada espera,
feita de pícaros e malandros,
sobre o incrível e esperado carnaval.
Uau, invisível as suas vistas
não se encontraram com mais uma história repetida.
De repetidos diálogos e repetidos olhares
sob a luz apagada de um repetido e primeiro bar.
Gerando uma novo, publicado, sentido e repetido nada.
Apenas os assombros, repetidos a primeira linha.
(Monique Ivelise)
domingo, 26 de agosto de 2012
Dedicatória
Que se faça antes de tudo a palavra,
que não é metida a revolucionária.
Se façam sorrisos sem concordâncias
e lágrimas cifradas.
A mão fechada em símbolo passado,
de um história de pares.
Uma mão fechada, carregada da primeira revolução.
Era uma mão fechada, plena de violência literária.
Não é vencida nos ringues de hipócritas.
Que se faça antes de tudo a ironia de um bom dia
ou de uma belíssíma noite.
O deboche e o choque dos perfis desacreditados.
A metáfora bem mais feita dos pobres de espíritos,
repletos por ópio sacro-sagrado.
Que se faça antes de tudo a palavra:
Bom dia, a metida revolucionária.
(Monique Ivelise)
que não é metida a revolucionária.
Se façam sorrisos sem concordâncias
e lágrimas cifradas.
A mão fechada em símbolo passado,
de um história de pares.
Uma mão fechada, carregada da primeira revolução.
Era uma mão fechada, plena de violência literária.
Não é vencida nos ringues de hipócritas.
Que se faça antes de tudo a ironia de um bom dia
ou de uma belíssíma noite.
O deboche e o choque dos perfis desacreditados.
A metáfora bem mais feita dos pobres de espíritos,
repletos por ópio sacro-sagrado.
Que se faça antes de tudo a palavra:
Bom dia, a metida revolucionária.
(Monique Ivelise)
domingo, 19 de agosto de 2012
Partituras
O que sai dos olhos
são os desenhos de uma música:
fria e inacabada.
Uma música sem pios e agudos,
sem marchas e balanços.
O que resta:
foi por ai,
flanando pelos céus;
de acordo com a brisa da hora.
Voando como uma borboleta,
sem destino e sem previsão.
O que surgiu:
Uma nova e estranha maneira de sonhar.
(Monique Ivelise)
domingo, 29 de julho de 2012
Quadrilha organizada
Então seu Zé: eu tava xônado pela Teresa, mas ela nada
queria comigo. Fazia tudo por ela, sabe. Comprava flor, chocolate, até troquei
de time por causa daquela cachorra. Ela gostava de um tal de Raimundo, um
caboclo nojento, que não dava confiança pra ela. Sabe o que eu fiz: fui parar
nos Estados Unidos, ilegalmente. Fiquei trabalhando durante vários meses. Ai
comecei ganhar dinheiro. Fui ficando rico, rico, rico... Ai voltei pro Brasil e fui procurar a Teresa e ela foi parar no
convento. Dá pra acreditar? Era minha única esperança de ficar com Teresinha e
tinha ido tudo pro poço. Então seu Zé, para tirar aquilo da minha cabeça,
comecei a gastar tudo que eu tinha ganhado com bebida, farra e mulheres. Hoje,
estou eu aqui na mesma praça, na mesma rua e no mesmo jardim, tentando viver
sem a memória daquela vadia. É seu Zé, se eu me chamasse Raimundo, eu seria uma
rima e não uma solução, sabe. E agora seu Zé, eu fico por ai com o minha amiga
de verdade, a marvada da cachaça. É triste seu Zé, ter apenas duas mãos e todo
o sentimento do mundo. E agora seu Zé?
(Monique Ivelise)
sábado, 28 de julho de 2012
Marighella, Carlos
A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal (2x)
Mil faces de um homem leal (2x)
Protetor das multidões
Encarnações de célebres malandros
De cérebros brilhantes
Reuniram-se no céu
O destino de um fiel, se é o céu o que deus quer
Tô somado, é o que é, assim foi escrito
Maldito sonhador
Bandido da minha cor
Um novo messias
Se o povo domina ou não
Se poucos sabiam ler
E eu morrer em vão
Leso e louco sem saber
Coisas do brasil, super-herói, mulato
Defensor dos fracos, assaltante nato
Ouçam, é foto e é fato a planos cruéis
Tramam 30 fariseus contra moisés, morô
Reaja ao revés, seja alvo de inveja
Irmão, esquina de ... acima de ...
Que ousou lutar, honrou a raça
Honrou a causa que adotou,
Aplauso é pra poucos
Revolução no brasil tem um nome
Vejam o homem
Sei que esse era um homem também
A imagem e o gesto
Lutar por amor
Indigesto como o sequestro do embaixador
Encarnações de célebres malandros
De cérebros brilhantes
Reuniram-se no céu
O destino de um fiel, se é o céu o que deus quer
Tô somado, é o que é, assim foi escrito
Maldito sonhador
Bandido da minha cor
Um novo messias
Se o povo domina ou não
Se poucos sabiam ler
E eu morrer em vão
Leso e louco sem saber
Coisas do brasil, super-herói, mulato
Defensor dos fracos, assaltante nato
Ouçam, é foto e é fato a planos cruéis
Tramam 30 fariseus contra moisés, morô
Reaja ao revés, seja alvo de inveja
Irmão, esquina de ... acima de ...
Que ousou lutar, honrou a raça
Honrou a causa que adotou,
Aplauso é pra poucos
Revolução no brasil tem um nome
Vejam o homem
Sei que esse era um homem também
A imagem e o gesto
Lutar por amor
Indigesto como o sequestro do embaixador
O resto é flor, se tem festa eu vou
Eu peço, leia os meus versos, e o protesto é show
Presta atenção que o sucesso em excesso é cão
Que se habilita a lutar, fome grita horrível
A todo ouvido sensível que evita escutar
Acredita lutar, quanto custa ligar?
Cidade chama vida, que vai ...
Clama por socorro, quem ouvirá?
Crianças, velhos e cachorros sem temor
Clara meu eterno amor, sara minhas dores
Pra não dizer que eu não falei das flores
Eu peço, leia os meus versos, e o protesto é show
Presta atenção que o sucesso em excesso é cão
Que se habilita a lutar, fome grita horrível
A todo ouvido sensível que evita escutar
Acredita lutar, quanto custa ligar?
Cidade chama vida, que vai ...
Clama por socorro, quem ouvirá?
Crianças, velhos e cachorros sem temor
Clara meu eterno amor, sara minhas dores
Pra não dizer que eu não falei das flores
Da bahia de são salvador brasil
Capoeira mata um mata mil, porque
Me fez hábil como um cão
Sábio como um monge
Antirreflexo ...
Homem complexo sim
Confesso que queria
Ver davi matar golias
Nos trevos e cancelas
Becos e vielas
Guetos e favelas
Quero ver você trocar de igual
Subir os degraus, precipício
E vida difícil, povo feliz
Capoeira mata um mata mil, porque
Me fez hábil como um cão
Sábio como um monge
Antirreflexo ...
Homem complexo sim
Confesso que queria
Ver davi matar golias
Nos trevos e cancelas
Becos e vielas
Guetos e favelas
Quero ver você trocar de igual
Subir os degraus, precipício
E vida difícil, povo feliz
Quem samba fica,
Quem não samba, camba
Chegou, salve geral da mansão dos bamba
Não se faz revolução sem um fuga na mão
Sem justiça não há paz, há escravidão...
Quem não samba, camba
Chegou, salve geral da mansão dos bamba
Não se faz revolução sem um fuga na mão
Sem justiça não há paz, há escravidão...
Revolução no brasil tem um nome...
A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal (2x)
Mil faces de um homem leal (2x)
Marighella
Essa noite em são paulo um anjo vai morrer
Por mim, por você, por ter coragem em dizer
Por mim, por você, por ter coragem em dizer
domingo, 22 de julho de 2012
Poema grande
Os meus atos foram embora com a outono
O que sobrou...
O que sobrou...
nada que atinga o grande público.
(Monique Ivelise)
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