domingo, 26 de abril de 2015

Valsa da despedida

Seria apenas mais uma de amor.
se fosse até hoje.
Seria saudade,
se não fosse ferida.
Apenas mais uma fraqueza
de quem pensa no primeiro minuto.

Tinha todo o direito de sair,
querer algo longe de mim.
Apenas ficou nada de nada
melodramático, melado, ruim.

Tenho prazer em falar
que as gotas não pingam mais,
não há mais goteiras.
Ainda te amo calada, mas não ouço sinfonias.
Ainda há os mesmos silêncios
se faz diferente.

Tenho prazer em falar
que esta é última valsa,
pequena e sútil
Pequenos passos bailados,
em rumo da porta,
em rumo de longe.

Deixei teus braços,
fui andando e rimando por aí
Fui valsando sozinha,
pois os pés já doeram demais.
É hora de ir.

(Monique Ivelise)