segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Enganos coletivos

Tantos dizem sobre a morena.
Símbolo da sensualidade brasileira.
De requebrados e falácias.
Mas o que sou eu?
Senão uma morena sem cor.
As vezes sem requebrados baronis.
Falta-me o encanto da raça,
o foco da luz.
Busco a serenidade,
invés da sensualidade da cor.
Busco o pensamento,
invés o prótotipo.
Busco um príncipe,
que se encante mais por meus objetivos.
Do que por meus olhares diferentes.
Meus olhos são mais que raros,
mel.
Representam o que sou,
meu pensamento.
Dizem que sou morena,
brasileira.
Eu digo: Dissimulada e oblíqua.

(Monique Ivelise)

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