domingo, 15 de abril de 2012

Tipos de sujeitos

Fez bem o termo distanciado entre dois sujeitos
um oculto, outro determinado até demais.
Viviam na ordem de sempre,
antes da ação provocada pelo verbo divino e
de um objeto qualquer.
Um oculto e outro determinado até demais.

Até que um dia, meus caros amigos,
por determinância do destino e por
convencimento de outro sujeito, também até demais.
Virou composto e compôs de outras ordens.
Subverteu a canonidade da língua,
se transformou em um curioso estrangeiro,
para aquela que estava oculta.
Que pena!!!
Uma oculta e outro determinado até demais distante.

Por isso, meus caros:
Em dias atuais, aquele sujeito permanece oculto
para aquela relação sintatica.
Tornou-se determinada, após a reforma que foi feita
pelos lados do Brasil.
Continua determinada, até qualquer outro determinado volte
para seu ocultamento.
Era

Um oculto e outra determinada até demais agora.
Caso contrário, volte a gramática,
lá se encontra todos os casos de amor.

(Monique Ivelise)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Correção

Não faças trovas para mim.
Nem faças palavras para minha direção
Não inventes mil tonterias sobre meus passos,
sobre minha pele, sobre meu sorriso clichê.
Não sou fonte de idealização,
muita menos daquela coisa que você costuma
chamar de inspiração,
por sinal, totalmente idiota.
Não sou imagens repetidas.
Como se não houvesse outras imagens para usar?
Como se fosse o primeiro a falar desse jeito.
Não sou menina, como aquela que vive a sua vizinhança.
Não sou mulher, como a de teu desejo mercantil
de rede sonora televisa principal.
Não sou ideais, que temas pronunciá-los em via pública.
No entanto, em vias seguras de conforto o esqueçe.
E ainda e não mais importante,
meus olhos não são aquela coisa,
como diz toda pessoa que me vê pela primeira vez.

Saia deste lugar que não pertence.
Saia deste papel já rabiscado, por melhores que ti,
pois estes, não insistem não mesmos lugares.
Saia daí e ponha tua gordura trangênica para trabalhar.
Por que não se faz chuva com um vaso de flor
e sentimentos repetidos.

(Monique Ivelise)

domingo, 8 de abril de 2012

Ato anti-poético

De fortunas a sete mares,
recolhi a calma de deuses que
tomam conta dessas águas.
Recolhi as imagens passadas
de um cavalheiro transparente,
com os atos de minha pessoa:
uma pequena dama de ouros.

Recolhi as sementes do chão,
como os passarinhos,
que pousam sobre os teus ombros,
de moleque independente do século passado.
Recolhi tudo para converter sua falta
em alimento, e assim em veneno.
Veneno de especialista, veneno de vingança,
veneno doce e melado.

Recolhi tua atenção em alguns minutos
neste traçado de letras,
com uma dose de intenção e malícia.
Ao passo do tempo,
fiz bangunça com meus cabelos,
pintei minhas unhas,
salvei o mundo dos poetas.

Agora tu ainda pensas
que isso é poesia.

(Monique Ivelise)

sábado, 7 de abril de 2012

BEZERRA DA SILVA O BOM MALANDRO

Pretas imagens


A preta só se faz por bela em letras de sambas tupiniquins
A preta só se faz o bem quando em carnavais agostinos.
No retrato, para falar de igualdade des-social.

Na hora da fila é passada pra trás,
pois senhoras dessas cores podem esperar.
Na hora da escola, foi repetida pela quinta vez,
por que criança suja não tem comida em casa.
A preta só serve para limpar casa de sinhô,
a preta só serve pra dá cumida pra sinhô branquinho,
a preta só serve pra sentir dor,
a preta só não serve pra falar.
Por que preta não pensa né, sinhôzinho?
Foi o que o sinhô falou, pensou e deitou...
em seus sonhos mais escondidos,
que não podem ser falados a alta voz,
pois vivemos em uma nação livre, que respeita os ditos diferentes.
Pelo menos era que estava rabiscado naquela coisa
chamada de constituição.

Enquanto isso, continua a preta sendo cantada
em belas letras de belos cegos.
Em belas e amargas imagens de pretos caminhos

( Monique Ivelise)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

John Legend - Tonight (Best You Ever Had) feat. Ludacris

Queridinho

Não mais me peça para calar,
e assim recusar todos os sons,
recusar as mentiras de sábios,
de pobres idiotas, que se julgam capazes de
decidir a trajetórias de pobres leitores.

Não me peça para falar
quando as tuas estiverem esgotadas,
quando as tuas estiverem atrasadas,
quando as tuas anunciarem eventos.
Para cumprir a tua porrrrrra de trajetória
Falar para te satisfazer,
as tuas dúvidas
remediar o feito passado.

Não me peça mais nada,
não faço mais a vezes de sonhadora,
Não mais queridinho.

(Monique Ivelise)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Voltas

Com medo?
O senhor com medo?
Da pequena figura que vos fala.
Sem qualquer perigo aparente.
De inocente candura
e de um triste sorriso.

Com medo?
De fotografias ilusórias,
de diversas faces
e também variados olhares.

Medo?
De um dia ter que voltar
e se deparar com a estranha
sensação de repúdio.
De voltar e não saber
se de razão possui.

Estranho para um personagem
como o senhor
que já passou por importantes
fatos históricos sem qualquer arranhão.
Estranho para uma pessoa
que já foi em Martes
juntamente com o marajá.

Medo de mim, querido?
Não matei
Não bati
Não quis.
Não sorteei
Apenas publiquei as ideias
de certo senhor medroso.

Por isso?
Hoje já mantém um amor
para sua vida,
sem qualquer aproximação
com tua antiga vida.
Possui um canino,
que todos os dias late
por sua chegada e pedi por comida.
Já tem um telefone móvel,
televisão e uma escova de dente.
O que quer mais?
Tornou-se um homem realizado e influente.
E ainda mantém um medo por minha pessoa?
Sem pé, nem cabeça?

O que realmente fiz contigo?
Maldição? Não
Frango? Não
Macarrão?
Vai saber...
Abacaxi?
Rendição?
Recepção?

Não fiquei na janela não é?
Esperando as palavras não mais chegarem.
Vivendo de rascunhos, sempre inacabados
sem previsão de término.
Foi isso...

Mantenho a ti um conselho
meu querido medroso,
continue com teu medo por mim.
Fique por ai, enquanto eu aqui
procuro formas de ti amedrontar
e rir das incríveis bromas paraguaias,
dos stand-ups londrinos
sem voltar a minha origem
de uma pícara mulher de comédias.

Medo?
Vá se tratar...

(Monique Ivelise)



Bestial

Disparei frequência ímpares
sem saber que um dia
a confiança se fora
nas mãos de meu assassino.
Minha conta se fechou
em vermelho,
devendo até ajuda do padeiro.
Se fechou em baixo de painéis
com a minha jogada de messalina.

Editaram as páginas
da minha abestada vida
inocente, que via
as imagens transparentes,
sem qualquer conturbação;
Ei abestada vida,
de bestas personagens,
de bestas atitudes.

Converteu-se então:
uma digna bestaria
de poetas inúteis
e decoradas palavras.

(Monique Ivelise)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Distância

Afasta de mim
seu louco surdo.
Afasta por palavras
miseráveis.
Afasta por lírios
negros.

Some da minha órbita,
some de minhas configurações.
De tuas palavras.

Caia em tentação,
caia em desgraça,
caia em estatísticas.

Permaneça em tua atitudes.
E vá por ai,
gerando comentários.

(Monique Ivelise)