Durante um ano de tantos acontecimentos,
tantos sorrisos e lágrimas.
O que se fez de mim?
Uma poetiza sem caminho
Como será contado os dias?
Em amores? Em desamores?
Em loucuras?
Quem sabe!
Um ano de descobertas
também de sustos e surpresas.
Conhecimento?
Suspeita?
Vai saber!
Momentos de danças permanentes
passos enlaçados e trovejados
do desconhecido!
De olhares inativos,
de leve toque apimentado.
Um ano de vértices incomodadas
segundo sua própria dona,
que vos fala.
Dona de nada, do absoluto
Um ano sem grandes contrariedades
Não é?
(Monique Ivelise)
Feito de música para falar de música. Bailante para dançar. Poético para poetizar. Louco para enlouquecer.
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Era o dia...
De que me adianta tanta festa
se meu coração encontra-se parado
sem vontade de festejar
sem vontade de sair.
De que adianta tanto consumismo
entre vitrinas e luzes
se o verdadeiro sentimento
se apagou.
Transformou-se em estrela
e foi para uma terra distante.
Terra que homenageia atos verdadeiros.
Não, uma máscara mais bem acabada
de todos os tempos.
De que me adianta essa fantasia
se sou apenas eu
(Monique Ivelise)
se meu coração encontra-se parado
sem vontade de festejar
sem vontade de sair.
De que adianta tanto consumismo
entre vitrinas e luzes
se o verdadeiro sentimento
se apagou.
Transformou-se em estrela
e foi para uma terra distante.
Terra que homenageia atos verdadeiros.
Não, uma máscara mais bem acabada
de todos os tempos.
De que me adianta essa fantasia
se sou apenas eu
(Monique Ivelise)
domingo, 19 de dezembro de 2010
Fracassos
Os acontecimentos se sobrepõe
na órbita da realidade
O que fazer se todos os atos
não se realizam?
O que fazer senão dá certo?
São os fracassos que se rodeiam
entre si mesmos
São os erros que constroem minhas
trajetórias perdidas.
É a marca do nada,
que não acontece.
O que faço?
O que fazes?
Mudança, transformação e
desaparecimento.
Ou então, continua a tua
vida fracassada?
(Monique Ivelise)
na órbita da realidade
O que fazer se todos os atos
não se realizam?
O que fazer senão dá certo?
São os fracassos que se rodeiam
entre si mesmos
São os erros que constroem minhas
trajetórias perdidas.
É a marca do nada,
que não acontece.
O que faço?
O que fazes?
Mudança, transformação e
desaparecimento.
Ou então, continua a tua
vida fracassada?
(Monique Ivelise)
domingo, 12 de dezembro de 2010
Sonhados
Sonho com tudo,
porém,nada possuo.
Com árvores rosas,
corações brancos e
verdades negras.
Possuo a mentira branca,
despovoadas de teorias,
chinelos sem marca,
um cabelo sem identidade.
Sonhar já não lhe cabe mais
tentar será o último refúgio,
a última aldeia.
As pessoas vivem,
seus mundos,
sem se aproximarem.
Assim sonhar e realizam.
Então, o que fez-se de mim?
Senão parar ao pé da madrugada,
e escrever coisas tão sem sentidos.
Para lhe convencer,
de atos inacabados,
de absurdos na cabeça delirante,
que se põe aqui, logo após,
a dormir e quem sabe sonhar.
(Monique Ivelise)
porém,nada possuo.
Com árvores rosas,
corações brancos e
verdades negras.
Possuo a mentira branca,
despovoadas de teorias,
chinelos sem marca,
um cabelo sem identidade.
Sonhar já não lhe cabe mais
tentar será o último refúgio,
a última aldeia.
As pessoas vivem,
seus mundos,
sem se aproximarem.
Assim sonhar e realizam.
Então, o que fez-se de mim?
Senão parar ao pé da madrugada,
e escrever coisas tão sem sentidos.
Para lhe convencer,
de atos inacabados,
de absurdos na cabeça delirante,
que se põe aqui, logo após,
a dormir e quem sabe sonhar.
(Monique Ivelise)
sábado, 4 de dezembro de 2010
Quem foi que disse que o sol é amarelo?
Quem disse que 1 + 1 são 2?
Quem fez a religião?
Procuro esse estranho, desaparecido
Que diz coisas que não existem.
Coisas que se tornam naturais.
Mato-te se assim for,
pela Gramática vulgarizada.
Prendo o teu corpo em cela,
Cubro-te de questões,
pois tua falácia, tornou-se maior,
que tua pessoa.
Quem foi que disse que não posso pensar sozinha?
Fale agora ou cale-se para sempre
(Monique Ivelise)
Quem disse que 1 + 1 são 2?
Quem fez a religião?
Procuro esse estranho, desaparecido
Que diz coisas que não existem.
Coisas que se tornam naturais.
Mato-te se assim for,
pela Gramática vulgarizada.
Prendo o teu corpo em cela,
Cubro-te de questões,
pois tua falácia, tornou-se maior,
que tua pessoa.
Quem foi que disse que não posso pensar sozinha?
Fale agora ou cale-se para sempre
(Monique Ivelise)
História fracassada
Dentre as fotos de um álbum qualquer.
Vejo as imagens que seriam minhas,
se não fosse a falta de vontade.
Vejo sorrisos estranhos,
olhares estranhos,
beijos estranhados.
Uma história alterada
pela vontade sabe de quem,
sabe de que proposta.
Sonhos construídos por mim,
porém realizados pela autrora,
ou sabe lá o que quer dizer essa palavras.
Então, se copia
e passa-se para próxima
fábrica de sonhos.
(Monique Ivelise)
Vejo as imagens que seriam minhas,
se não fosse a falta de vontade.
Vejo sorrisos estranhos,
olhares estranhos,
beijos estranhados.
Uma história alterada
pela vontade sabe de quem,
sabe de que proposta.
Sonhos construídos por mim,
porém realizados pela autrora,
ou sabe lá o que quer dizer essa palavras.
Então, se copia
e passa-se para próxima
fábrica de sonhos.
(Monique Ivelise)
sábado, 27 de novembro de 2010
Vergonha na cara
2010, Novembro, sábado:
Se vemos hoje, essa confusão no Rio de Janeiro, imaginamos várias perdices. Então qual a origem deste negócio ai?
Muito me alegro em refrescar as vossas memórias, segundo a nossa incrível política social brasileira. A organização geo-políticas das cidades foi o fator primordial para a construção das favelas. A limpeza dos grandes centros, fez das massas menos privilegiadas se deslocarem para os morros. Sem qualquer recurso, energia elétrica e tratamento, deram o seu "jeitinho brasileiro", e viveram assim até hoje.
Disso vocês já sabem, mas o que é mais importante para falar, é da culpa que o Estado tem. Devia se promover uma política social digna, que provesse o mínimo de igualdade. No entanto, o que vemos nas grandes favelas do Rio, é senão, o resultado da considerada "sujeira" em baixo do tapete.
Queremos paz, mas antes de tudo queremos dignidade.
Se há um grande poderio da organização do narco-tráfico, há também uma política que não privilegia a Educação, Saúde e o bem-estar de todos. Vivemos em uma sociedade mascarada, onde o preconceito ainda reina; que a cor de pele ainda é o fator básico excludente.
Será que esquecemos nossas raízes? Será que esquecemos de nós?
Se vemos as cenas do noticiário hoje, devemos lembrar de tudo que isso engloba. Devemos nos lembrar dos deveres que cada pessoa tem, em favor de si e dos outros.
(Monique Ivelise)
Se vemos hoje, essa confusão no Rio de Janeiro, imaginamos várias perdices. Então qual a origem deste negócio ai?
Muito me alegro em refrescar as vossas memórias, segundo a nossa incrível política social brasileira. A organização geo-políticas das cidades foi o fator primordial para a construção das favelas. A limpeza dos grandes centros, fez das massas menos privilegiadas se deslocarem para os morros. Sem qualquer recurso, energia elétrica e tratamento, deram o seu "jeitinho brasileiro", e viveram assim até hoje.
Disso vocês já sabem, mas o que é mais importante para falar, é da culpa que o Estado tem. Devia se promover uma política social digna, que provesse o mínimo de igualdade. No entanto, o que vemos nas grandes favelas do Rio, é senão, o resultado da considerada "sujeira" em baixo do tapete.
Queremos paz, mas antes de tudo queremos dignidade.
Se há um grande poderio da organização do narco-tráfico, há também uma política que não privilegia a Educação, Saúde e o bem-estar de todos. Vivemos em uma sociedade mascarada, onde o preconceito ainda reina; que a cor de pele ainda é o fator básico excludente.
Será que esquecemos nossas raízes? Será que esquecemos de nós?
Se vemos as cenas do noticiário hoje, devemos lembrar de tudo que isso engloba. Devemos nos lembrar dos deveres que cada pessoa tem, em favor de si e dos outros.
(Monique Ivelise)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Poemeto da pedra
Um poeta já dizia,
o que tu chamavas de paixão,
era tão somente curiosidade.
E agora José?
O que se fez de tua paixão?
Ou melhor de tua curiosidade.
Descobriu-a por inteiro?
Ou fez de mal entendido,
por causa do automatismo.
Da situação confortável.
Então, cidadão
O que se fez de ti,
neste caminhos tão turtuosos.
O que se fez de ti, José?
No seu caminho, com a sua pedra?
Com a sua paixão?
Respondo-lhe:
Virou mais uma notícia
de um programa de variedades.
(Monique Ivelise)
o que tu chamavas de paixão,
era tão somente curiosidade.
E agora José?
O que se fez de tua paixão?
Ou melhor de tua curiosidade.
Descobriu-a por inteiro?
Ou fez de mal entendido,
por causa do automatismo.
Da situação confortável.
Então, cidadão
O que se fez de ti,
neste caminhos tão turtuosos.
O que se fez de ti, José?
No seu caminho, com a sua pedra?
Com a sua paixão?
Respondo-lhe:
Virou mais uma notícia
de um programa de variedades.
(Monique Ivelise)
Sorte

As vezes fico me perguntando. O que é realmente a chamada sorte? O que faz de uma pessoa sortuda?
Então, milhares dúvidas. Amor? Dinheiro? Paz? O que seria essa tal sorte?
Penso, eu, claro, na minha humilde opinião, que não seja nada. Ou melhor, nada que eu, vossa narradora, já tenha presenciado. Talvez por minha posição de poetiza antigo, a espera do absurdo.
Tenho que a sorte foi um produto construído por donos do pensamento pequeno da grande sociedade marginalizada. Ou seja, um contraste de vozes, quem sabe de movimentos.
A sorte tem vários propósitos, quem sabe um deles, iludir vós, mestres da grande ignorância aclamada.
Portanto, passo a vós: O que é a sorte? Senão uma parte escondida do azar.
(Monique Ivelise)
sábado, 20 de novembro de 2010
Nossa realidade

O sangue ainda é da mesma cor. Os sonhos também. Então faço-lhes uma pergunta, por que existe exclusão, intolerância, preconceito? Na nossa digníssima sociedade brasileira.
Desde o período de escravocrata, herdamos, ou melhor, herdaram uma ideologia excludente, que se apresenta nos mais altos lugares do totem da hipocrisia.
Tentaram múltiplos argumentos em favor desse sistema, mas implantaram a nação em que não há preconceito. A terra que tudo dá, "Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente".
O que vejo,hoje, senão a mostra mais pura da gentilidade disfarçada, o olhar excludente, uma população que tem fome, não só de comida, de liberdade, de cultura.
Vejo governantes, sórdidos, em procura por mais capital.
Vejo que as nossas amarras não se soltaram, continuam nos prendendo, nos enforcando, nos calando.
Vejo que um dia somente, não é capaz de recuperar vossas cabeças vazias, mas uma reforma, que se transita entre o absurdo e a liberdade para alguns.
Vejo que nossa consciência deva superar esse estigma.
Ser rosa, amarelo azul, dourado com pintinhas verdes.
Ser brasileiro, ser gente, ou pelo menos tentar.
(Monique Ivelise)
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