Feito de música para falar de música. Bailante para dançar. Poético para poetizar. Louco para enlouquecer.
domingo, 4 de outubro de 2009
Viva o soul
Soul (do inglês. "alma") é um gênero musical dos Estados Unidos da América que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final da década de 1950 e início da de 1960 entre os negros.[1]
Durante a mesma época, o termo soul já era usado nos EUA como um adjetivo usado em referência ao afro-americano, como em "soul food" ("comida de negro"). Esse uso apareceu justamente numa época de vários movimentos de liberalismo social, tanto com a revolução dos jovens com o uso das drogas, como os movimentos anti-guerra e anti-racial. Por consequência, a "música soul" nada mais era que uma referência a música dos negros, independente de gênero.[1]
Durante a década de 1960, surgiu até o programa de televisão estadunidense Soul Train, que apresentava os sucessos das canções dos negros daquele país, independente do gênero do sucesso musical. Ainda no rhythm and blues, a popular dupla Sam & Dave escreveram um sucesso que ressurgiu mais tarde no filme Blues Brothers, no qual interpretam a canção "Soul Man". Sua letra cita "(...) eu sou um homem negro (...)".
A apresentação da música soul é muito emotiva; a melodia é bem ornamentada e com improvisações, rodopios corporal do cantor e efeitos sonoros dos instrumentos. Os ritmos pegam facilmente, acentuados com o bater de palmas e os movimentos plásticos da coreografia são detalhes importantes. Outras características estilísticas importantes são as perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral, no estilo responsorial, e uma interpretação dramática do vocalista principal. A música soul normalmente também apresenta cantores acompanhados por uma banda tradicionalmente composta de uma seção rítmica e de metais.
O desenvolvimento da música soul foi acelerado graças a duas tendências: a urbanização e a secularização do gospel. Artistas como Ben E. King, Ray Charles, Jackie Wilson, Sam Cooke e os Isley Brothers fundiram a paixão dos vocais gospel com a música cativante e rítmica do R&B, formando assim o soul no final dos anos 1950. Socialmente, a grande audiência de adolescentes brancos que ouvia (inicialmente) cópias (ou "covers") brancos do R&B e sucessos de rock começou a demandar gravações dos artistas negros originais, tais como Little Richard e Chuck Berry. No fim dos anos 1950, isto fez com que várias gravadoras buscassem versões vendáveis de música. Os mais influentes selos de gravadoras eram a Stax records, baseada em Memphis, Tennessee, e a Motown, baseada na região de Detroit.[1]
Durante os anos 1960, a música soul era popular entre negros nos EUA, e entre muitos ouvintes influentes espalhados pelos EUA e Europa. Artistas do chamado "Blue eyed soul" ("soul branco"; músicos brancos que tocavam para platéias brancas) tais como The Righteous Brothers alcançaram um grande sucesso em curto prazo, apesar de artistas como Aretha Franklin e o músico James Brown terem provado ser mais duradouros. Outros importantes músicos de soul da época foram Bobby Bland, Otis Redding, Wilson Pickett e Joe Tex. Da mesma forma que o "blue-eyed soul" ou soul branco, surgiu nesta época um grande número de variedades regionais do soul.[1]
No início dos anos 1970, o soul foi influenciado pelo rock psicodélico e outras variedades, e artistas como Marvin Gaye (What's Going On) e Curtis Mayfield (Superfly) lançaram declarações, em forma de discos, com duras críticas sociais. Artistas como James Brown conduziram o soul para uma espécie de "jam festival" dançante, resultando nas bandas funk dos anos 1970, como o Funkadelic, The Meters e a banda War. Durante os anos 1970, algumas figuras do "soul branco" comercial, como Daryl Hall & John Oates alcançaram grande sucesso, e também grupos como The Delfonics e grupos do "soul da Filadélfia". Por volta do fim dos anos 1970, a disco' dominava as paradas, e o funk, o "Philly soul" (soul da Filadélfia) e muitos outros gêneros foram influenciados pelo ritmo da discothèque. Um exemplo foi o grupo de "Philly soul" MFSB (produzidos por Kenneth Gamble e Leon Huff) ou o dançante funk de Rick James chamado "You and I", de 1978.[1]
Com a "decadência" da disco' music em fins dos anos 70, super-estrelas do soul, como Prince (Purple Rain) e Michael Jackson (Off the Wall) decolaram. Com vocais quentes e sensuais e batidas dançantes, estes artistas dominaram as paradas durante os anos 1980. Cantoras de soul tais como Whitney Houston, Janet Jackson e Tina Turner também ganharam grande popularidade durante a última metade da década.[1]
No início dos anos 1990, enquanto o rock alternativo, o heavy metal de grupos como Metallica, e o gangsta rap dominavam as paradas, alguns grupos começaram a fundir o chamado hip hop ao soul. Michael Jackson e o grupo Boyz II Men foram os mais populares dentre os pioneiros desta fusão. Durante a última parte da década, o chamado neo soul, surgiu e continuou esta mistura do hip hop ao soul, conduzido por nomes como Mary J. Blige, Lauryn Hill e Erykah Badu.[1]
[editar]Gêneros
Soul branco: tocado por artistas brancos, o chamado "blue-eyed soul" é caracterizado por ritmos cativantes e melodias suaves. Surgiu de uma mistura derivada do "rockabilly" de Elvis Presley e Bill Haley e das músicas de (Dion DeMucci) e do grupo The Four Seasons, de Frankie Valli. Outros artistas e grupos incluem os Righteous Brothers, Daryl Hall & John Oates, The Rascals, Mitch Ryder & the Detroit Wheels, Boy George, Eric Burdon, Wild Cherry, The Blues Brothers, Average White Band, George Michael, Rick Astley, Van Morrison, Joss Stone, Amy Winehouse, Duffy e Dusty Springfield. O álbum de David Bowie intitulado Young Americans é considerado um clássico tardio do gênero.[1]
Soul de Detroit: Dominados por Berry Gordy e sua gravadora Motown, o soul de Detroit é fortemente rítmico e influenciado pelo gospel. Freqüentemente inclui acompanhamento com palmas e uma forte linha de baixo, e também inclui sons de violinos, sinos e outros instrumentos não-tradicionais. A Motown tinha sua própria banda, chamada The Funk Brothers. Outros artistas e grupos: Marvin Gaye, The Temptations, Smokey Robinson, Gladys Knight & the Pips, Martha Reeves & The Vandellas, The Marvelettes, Mary Wells, Diana Ross (e o grupo The Supremes), The Four Tops e os compositores Brian Holland, Lamont Dozier e Eddie Holland|Holland.[1]
Soul de Memphis: Generalmente se refere ao soul produzido pela gravadora Stax Records, em Memphis. A Stax deliberadamente cultivava um soul bem característico, o que incluía a colocação dos vocais bem atrás durante a mixagem da gravação do que em outros discos de R&B da época, o uso de metais em parte da gravação no lugar dos vocais de fundo, e um foco na parte mais baixa do espectro de freqüências sonoras musicais (sons graves). A grande maioria dos lançamentos da Stax foram acompanhadas da banda Booker T and the MGs (da própria gravadora, que incluía lendas do soul como Booker T. Jones, Steve Cropper, Duck Dunn e Al Jackson) e a seção de metais do grupo Bar-Kays. O selo contava ainda com Otis Redding, Carla Thomas, Sam & Dave, Rufus Thomas, William Bell e Eddie Floyd entre seus astros. (Quem se interessar pela história da gravadora Stax pode consultar o livro de Peter Guralnik intitulado, em inglês, Sweet Soul Music. [1]
New Jack Swing e Nu soul: Apesar de se dizer que surgiram em meados dos anos 90, os elementos do "nu soul", uma mistura dos vocais R&B com a batida do hip hop e raps, apareceu inicialmente em fins dos anos 80 com artistas como Keith Sweat, Alexander O'Neal e The Force M.D.s. Durante o início dos anos 90, En Vogue e a britânica Lisa Stansfield continuaram a aproximar o que era chamado New Jack Swing do neo soul, que eram gêneros diferentes na época em que Michael Jackson (com o disco Dangerous), D'Angelo, Mary J. Blige, Lauryn Hill, Janet Jackson e Alicia Keys começaram a popularizar o som. Outros artistas e grupos: G.A.T., Jill Scott, LeVert, Jaguar Wright, Erykah Badu, Adriana Evans e outros.[1]
Soul da Filadélfia (chamado em inglês de "Philly Sound"): seus arranjos de metais podem ser reconhecidos em gravações de bandas como MFSB, Harold Melvin & The Blue Notes, The O' Jays,The Stylistics ou The Spinners, e de músicos como Billy Paul (e suas gravações mais conhecidas: "Your Song" (de Elton John, de 1972, e "Only The Strong Survive", de 1977). A "mão" dos compositores Kenneth Gamble e Leon Huff está bem presente no "Philly Sound". Também, o produtor, arranjador e compositor Thom Bell teve participação crucial neste movimento. Ele e a letrista Linda Wake Creed compuseram várias canções que tornaram muito popular o "Philly Sound" nos EUA e ao redor do mundo.[1]
Quiet Storm: Normalmente considera-se que surgiu com Smokey Robinson em Quiet Storm, o gênero do mesmo nome é suave e relaxante, com artistas como Anita Baker, Luther Vandross e Sade Adu.
Durante a mesma época, o termo soul já era usado nos EUA como um adjetivo usado em referência ao afro-americano, como em "soul food" ("comida de negro"). Esse uso apareceu justamente numa época de vários movimentos de liberalismo social, tanto com a revolução dos jovens com o uso das drogas, como os movimentos anti-guerra e anti-racial. Por consequência, a "música soul" nada mais era que uma referência a música dos negros, independente de gênero.[1]
Durante a década de 1960, surgiu até o programa de televisão estadunidense Soul Train, que apresentava os sucessos das canções dos negros daquele país, independente do gênero do sucesso musical. Ainda no rhythm and blues, a popular dupla Sam & Dave escreveram um sucesso que ressurgiu mais tarde no filme Blues Brothers, no qual interpretam a canção "Soul Man". Sua letra cita "(...) eu sou um homem negro (...)".
A apresentação da música soul é muito emotiva; a melodia é bem ornamentada e com improvisações, rodopios corporal do cantor e efeitos sonoros dos instrumentos. Os ritmos pegam facilmente, acentuados com o bater de palmas e os movimentos plásticos da coreografia são detalhes importantes. Outras características estilísticas importantes são as perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral, no estilo responsorial, e uma interpretação dramática do vocalista principal. A música soul normalmente também apresenta cantores acompanhados por uma banda tradicionalmente composta de uma seção rítmica e de metais.
O desenvolvimento da música soul foi acelerado graças a duas tendências: a urbanização e a secularização do gospel. Artistas como Ben E. King, Ray Charles, Jackie Wilson, Sam Cooke e os Isley Brothers fundiram a paixão dos vocais gospel com a música cativante e rítmica do R&B, formando assim o soul no final dos anos 1950. Socialmente, a grande audiência de adolescentes brancos que ouvia (inicialmente) cópias (ou "covers") brancos do R&B e sucessos de rock começou a demandar gravações dos artistas negros originais, tais como Little Richard e Chuck Berry. No fim dos anos 1950, isto fez com que várias gravadoras buscassem versões vendáveis de música. Os mais influentes selos de gravadoras eram a Stax records, baseada em Memphis, Tennessee, e a Motown, baseada na região de Detroit.[1]
Durante os anos 1960, a música soul era popular entre negros nos EUA, e entre muitos ouvintes influentes espalhados pelos EUA e Europa. Artistas do chamado "Blue eyed soul" ("soul branco"; músicos brancos que tocavam para platéias brancas) tais como The Righteous Brothers alcançaram um grande sucesso em curto prazo, apesar de artistas como Aretha Franklin e o músico James Brown terem provado ser mais duradouros. Outros importantes músicos de soul da época foram Bobby Bland, Otis Redding, Wilson Pickett e Joe Tex. Da mesma forma que o "blue-eyed soul" ou soul branco, surgiu nesta época um grande número de variedades regionais do soul.[1]
No início dos anos 1970, o soul foi influenciado pelo rock psicodélico e outras variedades, e artistas como Marvin Gaye (What's Going On) e Curtis Mayfield (Superfly) lançaram declarações, em forma de discos, com duras críticas sociais. Artistas como James Brown conduziram o soul para uma espécie de "jam festival" dançante, resultando nas bandas funk dos anos 1970, como o Funkadelic, The Meters e a banda War. Durante os anos 1970, algumas figuras do "soul branco" comercial, como Daryl Hall & John Oates alcançaram grande sucesso, e também grupos como The Delfonics e grupos do "soul da Filadélfia". Por volta do fim dos anos 1970, a disco' dominava as paradas, e o funk, o "Philly soul" (soul da Filadélfia) e muitos outros gêneros foram influenciados pelo ritmo da discothèque. Um exemplo foi o grupo de "Philly soul" MFSB (produzidos por Kenneth Gamble e Leon Huff) ou o dançante funk de Rick James chamado "You and I", de 1978.[1]
Com a "decadência" da disco' music em fins dos anos 70, super-estrelas do soul, como Prince (Purple Rain) e Michael Jackson (Off the Wall) decolaram. Com vocais quentes e sensuais e batidas dançantes, estes artistas dominaram as paradas durante os anos 1980. Cantoras de soul tais como Whitney Houston, Janet Jackson e Tina Turner também ganharam grande popularidade durante a última metade da década.[1]
No início dos anos 1990, enquanto o rock alternativo, o heavy metal de grupos como Metallica, e o gangsta rap dominavam as paradas, alguns grupos começaram a fundir o chamado hip hop ao soul. Michael Jackson e o grupo Boyz II Men foram os mais populares dentre os pioneiros desta fusão. Durante a última parte da década, o chamado neo soul, surgiu e continuou esta mistura do hip hop ao soul, conduzido por nomes como Mary J. Blige, Lauryn Hill e Erykah Badu.[1]
[editar]Gêneros
Soul branco: tocado por artistas brancos, o chamado "blue-eyed soul" é caracterizado por ritmos cativantes e melodias suaves. Surgiu de uma mistura derivada do "rockabilly" de Elvis Presley e Bill Haley e das músicas de (Dion DeMucci) e do grupo The Four Seasons, de Frankie Valli. Outros artistas e grupos incluem os Righteous Brothers, Daryl Hall & John Oates, The Rascals, Mitch Ryder & the Detroit Wheels, Boy George, Eric Burdon, Wild Cherry, The Blues Brothers, Average White Band, George Michael, Rick Astley, Van Morrison, Joss Stone, Amy Winehouse, Duffy e Dusty Springfield. O álbum de David Bowie intitulado Young Americans é considerado um clássico tardio do gênero.[1]
Soul de Detroit: Dominados por Berry Gordy e sua gravadora Motown, o soul de Detroit é fortemente rítmico e influenciado pelo gospel. Freqüentemente inclui acompanhamento com palmas e uma forte linha de baixo, e também inclui sons de violinos, sinos e outros instrumentos não-tradicionais. A Motown tinha sua própria banda, chamada The Funk Brothers. Outros artistas e grupos: Marvin Gaye, The Temptations, Smokey Robinson, Gladys Knight & the Pips, Martha Reeves & The Vandellas, The Marvelettes, Mary Wells, Diana Ross (e o grupo The Supremes), The Four Tops e os compositores Brian Holland, Lamont Dozier e Eddie Holland|Holland.[1]
Soul de Memphis: Generalmente se refere ao soul produzido pela gravadora Stax Records, em Memphis. A Stax deliberadamente cultivava um soul bem característico, o que incluía a colocação dos vocais bem atrás durante a mixagem da gravação do que em outros discos de R&B da época, o uso de metais em parte da gravação no lugar dos vocais de fundo, e um foco na parte mais baixa do espectro de freqüências sonoras musicais (sons graves). A grande maioria dos lançamentos da Stax foram acompanhadas da banda Booker T and the MGs (da própria gravadora, que incluía lendas do soul como Booker T. Jones, Steve Cropper, Duck Dunn e Al Jackson) e a seção de metais do grupo Bar-Kays. O selo contava ainda com Otis Redding, Carla Thomas, Sam & Dave, Rufus Thomas, William Bell e Eddie Floyd entre seus astros. (Quem se interessar pela história da gravadora Stax pode consultar o livro de Peter Guralnik intitulado, em inglês, Sweet Soul Music. [1]
New Jack Swing e Nu soul: Apesar de se dizer que surgiram em meados dos anos 90, os elementos do "nu soul", uma mistura dos vocais R&B com a batida do hip hop e raps, apareceu inicialmente em fins dos anos 80 com artistas como Keith Sweat, Alexander O'Neal e The Force M.D.s. Durante o início dos anos 90, En Vogue e a britânica Lisa Stansfield continuaram a aproximar o que era chamado New Jack Swing do neo soul, que eram gêneros diferentes na época em que Michael Jackson (com o disco Dangerous), D'Angelo, Mary J. Blige, Lauryn Hill, Janet Jackson e Alicia Keys começaram a popularizar o som. Outros artistas e grupos: G.A.T., Jill Scott, LeVert, Jaguar Wright, Erykah Badu, Adriana Evans e outros.[1]
Soul da Filadélfia (chamado em inglês de "Philly Sound"): seus arranjos de metais podem ser reconhecidos em gravações de bandas como MFSB, Harold Melvin & The Blue Notes, The O' Jays,The Stylistics ou The Spinners, e de músicos como Billy Paul (e suas gravações mais conhecidas: "Your Song" (de Elton John, de 1972, e "Only The Strong Survive", de 1977). A "mão" dos compositores Kenneth Gamble e Leon Huff está bem presente no "Philly Sound". Também, o produtor, arranjador e compositor Thom Bell teve participação crucial neste movimento. Ele e a letrista Linda Wake Creed compuseram várias canções que tornaram muito popular o "Philly Sound" nos EUA e ao redor do mundo.[1]
Quiet Storm: Normalmente considera-se que surgiu com Smokey Robinson em Quiet Storm, o gênero do mesmo nome é suave e relaxante, com artistas como Anita Baker, Luther Vandross e Sade Adu.
James Brown (rei do soul)
James Joseph Brown Jr., ou simplesmente James Brown, (Barnwell, 3 de Maio de 1933 — Atlanta, 25 de Dezembro de 2006) foi um cantor, compositor e produtor musical norte-americano reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música.
Nascido na Carolina do Sul, foi um prolífico letrista e produtor musical, o principal impulsionador da evolução do gospel e do rhythm and blues para o soul e o funky, sendo a invenção deste último gênero creditada a ele. Também deixou sua marca em outros gêneros musicais, incluindo rock, jazz, reggae, disco, no hip-hop e na música dançante e eletrônica em geral.
Foi abandonado, aos 4 anos, por seus pais e deixado aos cuidados de parentes e amigos. Cresceu nas ruas de Augusta (Geórgia), onde cantava e dançava para pagar por sua vaga no quarto de um bordel.
Aos 16 anos, passou três anos em um reformatório por roubar carros.
Sua carreira de músico profissional iniciou-se em 1953, atingindo a fama no fim da década de 1950 e início da década de 1960, graças à força de suas performances ao vivo e a uma seqüência de grandes sucessos. Apesar de numerosos problemas pessoais e alguns insucessos, ele continuou a produzir sucessos nas duas décadas seguintes. Nas décadas de 1960 e 1970, Brown era uma presença em assuntos políticos norte-americanos, especialmente no ativismo em favor dos negros e dos pobres.
James Brown morreu aos 73 anos em 25 de dezembro de 2006, em Atlanta, Geórgia, EUA, após internação devido a severa pneumonia.
Nascido na Carolina do Sul, foi um prolífico letrista e produtor musical, o principal impulsionador da evolução do gospel e do rhythm and blues para o soul e o funky, sendo a invenção deste último gênero creditada a ele. Também deixou sua marca em outros gêneros musicais, incluindo rock, jazz, reggae, disco, no hip-hop e na música dançante e eletrônica em geral.
Foi abandonado, aos 4 anos, por seus pais e deixado aos cuidados de parentes e amigos. Cresceu nas ruas de Augusta (Geórgia), onde cantava e dançava para pagar por sua vaga no quarto de um bordel.
Aos 16 anos, passou três anos em um reformatório por roubar carros.
Sua carreira de músico profissional iniciou-se em 1953, atingindo a fama no fim da década de 1950 e início da década de 1960, graças à força de suas performances ao vivo e a uma seqüência de grandes sucessos. Apesar de numerosos problemas pessoais e alguns insucessos, ele continuou a produzir sucessos nas duas décadas seguintes. Nas décadas de 1960 e 1970, Brown era uma presença em assuntos políticos norte-americanos, especialmente no ativismo em favor dos negros e dos pobres.
James Brown morreu aos 73 anos em 25 de dezembro de 2006, em Atlanta, Geórgia, EUA, após internação devido a severa pneumonia.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Selena
A maioria das pessoas devem ter visto um filme de uma cantora de Cumbia do Texas, protagonizado por Jennifer Lopes, Selena. Uma cantora que fe z muito sucesso entre o México e as colônias latinas no Estados Unidos. Dona de um grande Ritmo, Selena deixou sua marca no mundo musical. Vale a pena relembrar
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Céu, Maria Rita e Ludov
Céu - Vagarosa
Vagarosa, segundo CD de Céu, traz uma sonoridade agradável e variada. A cantora passeia com delicadeza e segurança por ritmos jamaicanos como dub e reggae e pelo samba, não se perdendo em meio às diversas influências dos músicos que a acompanham: Pupillo (Nação Zumbi) e Curumin na bateria, Dengue (Nação Zumbi) no baixo e Fernando Catatau (Cidadão Instigado) na guitarra, entre outros.
Conduzida por Beto Villares, Gustavo Lenza, Gui Amabis e pela própria Cáu, a produção do disco conseguiu amalgamar os diferentes ritmos presentes na sonoridade da cantora com competência. A voz caliente e sedutora de Céu é versátil e consegue se sair muito bem em faixas delicadas (Rosa Menina Rosa), de Jorge Ben Jor, climáticas (Grains de Beaute, do francês Serge Gainsbourg), e mais jazzísticas (Espaçonave).
Entre os destaques do álbum, estão a interpretação emocionante de Céu em Rosa Menina Rosa, com a participação dos Los Sebosos Postizos (banda cover de Jorge Ben Jor encabeçada por membros do Nação Zumbi), Vira Lata e a emocionante Bubuia, parceria entre ela, Anelis Assumpção e Thalma de Freitas. (Stefanie Gaspar)
Ludov - Caligrafia
Em seu terceiro disco, Caligrafia, o Ludov mostra que é mesmo um daqueles mistérios indecifráveis da música nacional. Afinal, alguém consegue explicar por que um grupo tão pronto para o sucesso não recebe a atenção merecida da mídia e das grandes gravadoras?
Nas 12 faixas do disco, lançado em formato independente, todos os itens que uma banda teoricamente precisa para ser alçada ao mainstream do pop-rock nacional estão lá: composições pop até o talo, letras e melodias tão cativantes quanto fáceis, instrumental e vocais redondinhos. Tudo isso aparece intacto em músicas como Luta Livre, Paris, Texas e a roqueira Mecanismo Suicida, forte candidata a melhor do disco.
Em termos de novidades sonoras, o Ludov flerta mais com a música brasileira nesse disco, especialmente em Magnética e Mecanismo, que é quase um samba. Aliás, uma das bandas do rock brasileiro que mais flertam com a MPB aparece como forte influência: o Los Hermanos, que dizem alô no arranjo meio ska de Vinte Por Cento e na levada de Madeira Naval, que tem vocais do guitarrista Mauro Motoki.
Por falar em voz, o Ludov tem algo que falta em 99% dos grupos brasileiros: alguém que realmente saiba cantar, como é o caso de Vanessa Krongold. Pensando bem, talvez seja por isso que eles permaneçam no underground. Num cenário em que Pitty é referência de voz feminina no rock, injustiças não causam surpresa. (Denis Moreira)
Maria Rita - Perfil
Após seis anos de carreira e lançar três CD'S – Maria Rita (homônimo – 2003), Segundo (2005) e Samba Meu (2007), chega às lojas de todo Brasil a primeira coletânea oficial da cantora Maria Rita. Lançada pela gravadora Som Livre na série Perfil, o CD traz músicas de seus três primeiros álbuns de estúdio.
O primeiro álbum da cantora foi lançado em meio a crise fonográfica porém vendeu um milhão de cópias em todo o mundo. Desse CD a coletânea traz Cara Valente e Santa Chuva (Marcelo Camelo), que foram de cara os dois maiores sucessos do primeiro álbum de Maria Rita, que conta ainda com A Festa (Milton Nascimento e melodia de “La Bamba”), Menina da Lua (Renato Mota) e Encontros e Despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant), música que foi tema da novela Senhora do Destino da Rede Globo.
De Segundo, o CD Perfil traz Caminho das águas e Recado (Rodrigo Maranhão), Casa pré-fabricada (Marcelo Camelo), Feliz (Dudu Falcão) e a regravação de Minha Alma – A paz que eu não quero, do grupo O Rappa. Faixa essa que foi a mais elogiada do segundo álbum de Maria Rita.
Mudando o foco e entrando no universo do samba, o terceiro CD da cantora teve um apelo popular bem maior, com canções alegres e contagiantes. Samba Meu foi muito bem aceito, principalmente pelo público jovem. Tá perdoado e Maltratar não é direito (Franco e Arlindo Cruz), Num corpo só (Arlindo Cruz e Picolé), Corpitcho (Picolé e Ronaldo Barcellos), O homem falou (Gonzaguinha) e Samba Meu (Rogrido Bittencourt), completam as 16 faixas do CD que cumpre seu papel em traçar o Perfil da cantora e reunir seus maiores sucessos em um só álbum. (Luciana Carvalho)
Fonte:Vírgula-Música
Vagarosa, segundo CD de Céu, traz uma sonoridade agradável e variada. A cantora passeia com delicadeza e segurança por ritmos jamaicanos como dub e reggae e pelo samba, não se perdendo em meio às diversas influências dos músicos que a acompanham: Pupillo (Nação Zumbi) e Curumin na bateria, Dengue (Nação Zumbi) no baixo e Fernando Catatau (Cidadão Instigado) na guitarra, entre outros.
Conduzida por Beto Villares, Gustavo Lenza, Gui Amabis e pela própria Cáu, a produção do disco conseguiu amalgamar os diferentes ritmos presentes na sonoridade da cantora com competência. A voz caliente e sedutora de Céu é versátil e consegue se sair muito bem em faixas delicadas (Rosa Menina Rosa), de Jorge Ben Jor, climáticas (Grains de Beaute, do francês Serge Gainsbourg), e mais jazzísticas (Espaçonave).
Entre os destaques do álbum, estão a interpretação emocionante de Céu em Rosa Menina Rosa, com a participação dos Los Sebosos Postizos (banda cover de Jorge Ben Jor encabeçada por membros do Nação Zumbi), Vira Lata e a emocionante Bubuia, parceria entre ela, Anelis Assumpção e Thalma de Freitas. (Stefanie Gaspar)
Ludov - Caligrafia
Em seu terceiro disco, Caligrafia, o Ludov mostra que é mesmo um daqueles mistérios indecifráveis da música nacional. Afinal, alguém consegue explicar por que um grupo tão pronto para o sucesso não recebe a atenção merecida da mídia e das grandes gravadoras?
Nas 12 faixas do disco, lançado em formato independente, todos os itens que uma banda teoricamente precisa para ser alçada ao mainstream do pop-rock nacional estão lá: composições pop até o talo, letras e melodias tão cativantes quanto fáceis, instrumental e vocais redondinhos. Tudo isso aparece intacto em músicas como Luta Livre, Paris, Texas e a roqueira Mecanismo Suicida, forte candidata a melhor do disco.
Em termos de novidades sonoras, o Ludov flerta mais com a música brasileira nesse disco, especialmente em Magnética e Mecanismo, que é quase um samba. Aliás, uma das bandas do rock brasileiro que mais flertam com a MPB aparece como forte influência: o Los Hermanos, que dizem alô no arranjo meio ska de Vinte Por Cento e na levada de Madeira Naval, que tem vocais do guitarrista Mauro Motoki.
Por falar em voz, o Ludov tem algo que falta em 99% dos grupos brasileiros: alguém que realmente saiba cantar, como é o caso de Vanessa Krongold. Pensando bem, talvez seja por isso que eles permaneçam no underground. Num cenário em que Pitty é referência de voz feminina no rock, injustiças não causam surpresa. (Denis Moreira)
Maria Rita - Perfil
Após seis anos de carreira e lançar três CD'S – Maria Rita (homônimo – 2003), Segundo (2005) e Samba Meu (2007), chega às lojas de todo Brasil a primeira coletânea oficial da cantora Maria Rita. Lançada pela gravadora Som Livre na série Perfil, o CD traz músicas de seus três primeiros álbuns de estúdio.
O primeiro álbum da cantora foi lançado em meio a crise fonográfica porém vendeu um milhão de cópias em todo o mundo. Desse CD a coletânea traz Cara Valente e Santa Chuva (Marcelo Camelo), que foram de cara os dois maiores sucessos do primeiro álbum de Maria Rita, que conta ainda com A Festa (Milton Nascimento e melodia de “La Bamba”), Menina da Lua (Renato Mota) e Encontros e Despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant), música que foi tema da novela Senhora do Destino da Rede Globo.
De Segundo, o CD Perfil traz Caminho das águas e Recado (Rodrigo Maranhão), Casa pré-fabricada (Marcelo Camelo), Feliz (Dudu Falcão) e a regravação de Minha Alma – A paz que eu não quero, do grupo O Rappa. Faixa essa que foi a mais elogiada do segundo álbum de Maria Rita.
Mudando o foco e entrando no universo do samba, o terceiro CD da cantora teve um apelo popular bem maior, com canções alegres e contagiantes. Samba Meu foi muito bem aceito, principalmente pelo público jovem. Tá perdoado e Maltratar não é direito (Franco e Arlindo Cruz), Num corpo só (Arlindo Cruz e Picolé), Corpitcho (Picolé e Ronaldo Barcellos), O homem falou (Gonzaguinha) e Samba Meu (Rogrido Bittencourt), completam as 16 faixas do CD que cumpre seu papel em traçar o Perfil da cantora e reunir seus maiores sucessos em um só álbum. (Luciana Carvalho)
Fonte:Vírgula-Música
Inutilidade
Nesses tempos modernos as "coisas" musicais tendem à ser meio inútil, diante de tanta novidade e tantas cópias. Ninguém procura ser individual, mas seguir modas já ultrapassadas ou já perpassadas como símbolo de algo maior. Símbolos que são marcas de algo, ou de alguém.
Então, inove, e reinvente-se.
Mostre-se em vértice mediana.
Corte as estigmas e costure o pensamento.
Tente, pelo menos....
( Monique Ivelise)
Então, inove, e reinvente-se.
Mostre-se em vértice mediana.
Corte as estigmas e costure o pensamento.
Tente, pelo menos....
( Monique Ivelise)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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