... transformou-se em sombra
Feito de música para falar de música. Bailante para dançar. Poético para poetizar. Louco para enlouquecer.
sábado, 11 de junho de 2011
Espelho
Quem espera de mim respostas,
se ponham para fora.
Pois não sou dona de nada,
não tenho nada.
Quem espera de mim mansidão,
se desesperem.
Pois minha alma é feita do rarefeito,
do contraditório,
da obscuro.
Não tenho repostas,
nem soluções,
muito menos o mapa do tesouro.
Já sabes...
Então, faça de mim
as próprias perguntas,
as questões interrogativas.
Sou, sim, o espírito perturbado,
que luta, descontraria e revolucionar.
Ou mete-se a falar,
meias palavras sem sentidos.
Quem sabe,
um rosto sem reflexo.
Apenas, uma dúvida.
Sem veiculo.
(Monique Ivelise)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Dama da luz vermelha
Sou inocente.
rezo todos os dias,
vejo a Globo,
tomo refrigerante famoso.
Não discuto,
não pergunto,
não mexo
sem a permissão adequada.
Não crio,
reproduzo.
Não faço,
copio.
Não assumo,
aliso.
Sou certinha,
adequada ao contexto.
Sou cordial,
receptiva.
Onde me encontro?
Em qualquer rua,
das grandes cidades,
pela noite.
E me vendo por um preço qualquer.
Quem disse que a perfeição não teria um preço?
(Monique Ivelise)
Marginal
Contrária a norma.
Contrária a Palavra.
Contrária a você.
Bato a cara do perverso,
monto na tua credibilidade.
Abalo tuas estruturas?
Penso que não.
E então?
Mostra minha origem?
É moda?
Meu descontentamento?
Não é nada disso,
é retorção,
é balançado,
é ginga!
Não sou inserida,
sou animal,
que você teme.
Sou fera,
que você tenta prender.
Sou a selvagem,
que você não entende.
Sou a índia,
que você acha exótica.
A negra,
que você estuprou.
Agora,
estou preste ao massacre
de palavras.
Palavras vermelhas
e não mais rosas.
Estou preste a desensinar.
Aguarde, senhor.
Livrei-me das amarras
e estou com fome.
Cuidado...
(Monique Ivelise)
Pimenta doce
Quer saber do que mais,
me esqueça,
me ignore,
me irrite.
Todas as idealizações que fiz de ti,
morreram!
Totalmente falecidas,
por crime passional,
com ataques obsoletos.
Agora o que resta é o sangue,
que ainda tem qualquer açúcar,
que não apresentam qualquer importância.
Hoje, me refiz
me fiz de dama da noite,
como batom vermelho
e olhos negros.
Hoje, me desfiz de coitada.
Tenho cachos e decotes,
tenho perigo.
E muito melhor,
tenho ousadia, tenho sarcasmo.
Então, me esqueça
Prefiro a pimenta ao doce...
Prefiro a realidade ao um
mero sonho de mensagens.
Então, me mata;
caso contrário,
te devoro...
(Monique Ivelise)
domingo, 5 de junho de 2011
Falando de amor
Não sei o que vou falar aqui,
tem alguma razão.
Também não sei se realmente
isso existo.
Nunca ouvi,
nunca senti,
nunca amei.
Então, posso realmente falar?
Eu te amo?
Palavras, um tanto repetidas,
desgastadas, empoeiradas.
Eu te amo?
Eu me amo?
Eu vos amei?
Eu nunca amei?
Então, tenho que começar a falar,
não é!
Estou realmente perdida,
falar do que não tenho conhecimento.
Falar,
vou me calar,
Calar para sempre.
Mude a canção,
Pronto:
(Monique Ivelise)
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