sexta-feira, 11 de março de 2011

Hora da loucura poética!!

Insegurança

Posso tentar esquecer
as palavras dos outros
Posso sonhar com as perguntas,
em meio de respostas sem fim.

O que faço?
Digo-lhe:
Permaneço fiel,
ao teu sentimento amistoso.

Pois fantasias,
morrem a cada alvorecer.
Não que com ela,
falecer de encantos.
E por fim, continuar ao seu lado

(Monique Ivelise)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Transparências...

Era malícia, virou horror...

Receita de 5 minutos

Misture um pouco de saudade
e as palavras vazias.
Acrescente a malícia,
dissolvida com pimenta.
Leve, ao fogo brando
por alguns minutos.

Enquanto isso,
veja um pouco de tv,
beba um copo de água,
salte de paraquedas
e salve o mundo.

Voltando, polvilhe loucura
retire do fogo.
Sirva ainda quente e
pense pra tanta besteira junta.

Queridos, culinária também pode ser complicado,
e resguardar toda filosofia de um continente.

(Monique Uvelise)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Apenas um lugar no palco...

O que me resta agora é desinventar,
coisas que foram manipuladas com cuidado.
Fotografias que poderiam ser minhas,
olhares e sorrisos.
No entanto não é,
Talvez nunca será.

O que é então de minha posse?
Apenas as palavras,
que enganam, ou se faz enganar.
Manipuladas, porém sem qualquer efeito.
Apenas palavras,
Apenas uma lágrima,
Apenas uma esperança
e vários caminhos.

(Monique Ivelise)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Reticências

Por que parar?
Se o erro é rápido,
o vento certeiro,
a luz imaginária,
a morte paciente.

Por que chorar?
Se não me comovo,
Se não faço diferente.

Por que continuar?
Se o destino já foi previsto,
a sorte lançada.

Resta apenas um processo,
de uma coisa que seria coisa,
se fosse verdade.

Resta apenas um sentimento,
já apagado pelo desencontro;
pelas cores transparentes.

Por que mesmo?

(Monique Ivelise)