quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vem pra rua






Já era hora do povo atentar para o que acontece.
Há um enorme desfalque em recursos em relação a saúde e principalmente a educação. Temos um dos piores índices educacionais do mundo, somos o retrato falho.
Já era hora do povo abusar da rua como espaço seu, hora que lutar, hora de não aceitar.

Venha para rua, mas também vamos discutir a nossa política interna; sem esquecer que é de dois em dois nós decidimos nosso futuro. Votar bem é um primeiro passo revolucionário.

Não sejam ingênuos, nenhum governo quer que o povo se levante, tenha saúde e educação; pois é de um povo burro que faz suas estratagemas.

Vamos para rua, novamente digo...
Vamos para rua...



terça-feira, 11 de junho de 2013

Encantos de playboy

O que encantas
em mim
é por que
sou a que
foge a regra.

Eh playboy!
Minha figura
foi feita pela
selvageria.
Não digo amém
ao fim das rezas.

Não foi escondida
por bases críticas,
não me afeito
pelo intelecto;
faço teorias
de renúncias.
Visto de clichês chineses,
teço-me da ideologia
contemplativa.

Eh playboy!
As listras são escuras,
o cimento já está seco
o teu interesse permanece,
teus olhos ainda vigiam
as palavras dos fieis.

Então, menino
faça um altar
e deixe a minha fotografia
registrada.
Daquele dia
que era festa
a fantasia,
pois o restante
estava blasé.

(Monique Ivelise)

Doces ironias

Meus pensamentos
agora foram para a
cabeceira da cama,
que rugiu desejos gritados.
Fala-se enquanto,
os pés lembram a
nudez da sua mão.
Tudo escondido
pelo lençol vermelho.
Falam-se piadas
sem risos, sob o signo
vazio; o meu,
recupera os gemidos
da minha pele.
A sua entrada narrada
por insafadezas,
foram proibidas pela
lei moral.
A minha burra moralidade,
que agora se molha
de lembranças.
A sacra fome minha,
prepara a primeira
extravagância,
que colhe flores
e roupas rosas.
A procura das horas
de amanhã.
Uma busca loucura
que rima minha saúde.
Já que volto, aos
senhores, à escuta
do branco pensador,
que solta leões à frente
de seus fãs.

(Monique Ivelise)

domingo, 9 de junho de 2013

Anti-mão

As certezas evaporaram das mãos,
o que sobrou foi a estranha sensação
que tudo havia voltado ao final.
As vezes norte; outras sul.
Um dia flor, outro espinho.

Querido movimento sem vento,
o que foi rimado, logo espelhado.

Sete e nove;
coordenadas da nossa distância.
Eis que se foi,
pedindo pela espera.

(Monique Ivelise)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Competição

O que parte com a notícia
se vira em elogios.
Uma olhada, um desejo alheio.
Vira-se em corrida.

Oh pobre perdida alma,
te vira e veja uma pena.
Oh senhoril vertigem,
alegra-te e faça como quiser.
Pule tuas arrogâncias
e mexa no ego.

Era apenas em um minuto.

(Monique Ivelise)

domingo, 26 de maio de 2013

Puro

Quero,
não faço,
não posso,
não devo.

Pulo do nada,
para que um dia me faça majestade.
Ressalto-me em brilho falho,
não há para hoje.
Não sonho com o hoje.

Contento com o simples,
daqueles que foge a regra gramatical.

Na verdade, é uma grande bobagem
só para os que fingem que ler.

(Monique Ivelise)

domingo, 19 de maio de 2013

Vilã da história

Hoje, meus feitiços foram convertidos em pétalas,
em maledicência,
em torturas para os ouvidos dos outros personagens.

Minha maçã já não tem o mesmo saber,
dos incríveis momentos de doçura.
Meu caldeirão, hoje, faz apenas sopas de pedras
para a minha cruel fome.

Já não tenho a pele enrugada,
minhas verrugas transformaram em sal,
aquele que adoça teu café.
Meus cabelos já não são iguais,
foram lixadas as minhas unhas.

Já não cozinho criancinhas;
já não faço mais nada
que teus contos falaram.
Que tuas cores pintaram.

Iguais a mim, foram crucificadas
por sua independência,
por sua felicidade solo.
por seus tapas.

 E a minha figura? O que resta?
Uma plena caverna de maldades,
Um ligeiro passo até a tua morte,
Minha magia condensada,
até nesses minutos ainda fazem um pequeno efeito.
Minha gargalhada independente de sua piada.

Minha vassoura já não serve para voar,
mas limpar as poeras de seu quarta.
Ainda estou descrita nos teus livro,
ainda sirvo para lhe assustar.
- Buuuu...!!!

(Monique Ivelise)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

pobre Carne

A tua fala
alta
Se faz besta
mirada.
As tuas mãos
criadas em ouro,
moídas em luxúria.

Oh célebre!
Tua cabeça
não é a coroa.
Teus passos 
fizeram José
sair pela porta dos fundos.

Oh bobo
da corte!
Era um não
ou sim?

Era apenas
uma poesia
e deus já estava
dormindo.

(Monique Ivelise)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Indiretas

Não me faça como seus modelos,
não faço o estilo de senhorita,
faço mais o estilo de buarque.
A perdida, a desolada da história,
a mal dita.

Me faço por letras,
por sangue doce,
por lágrimas viciantes.
O meu crack foi a tua dúvida,
o meu samba não é mais torto,
a minha marca ainda não foi fechada.

Me costurei por indiretas,
em tecidos de seda.
Não significa que espero as esperas,
não perco bastante o meu tempo
por amores de uma noite.
Não perdi meus segundos
em conta de sexta feira.

Não
cansei de expor minhas marcas;
permanente modes foi.

Continuo perdida, mal consagrada
nada legitimada,
um pouco ilegal.
Onde me esconde?
Atrás de uma particular figurâncias,
de moça sem sorriso,
de singelo elogios ao pé de página.

Escondo-me,
para que não tente achar.
Melhor,
não conseguiria.

(Monique Ivelise)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Maquinárias

O tanto é uma nota,
que sobra o choro,
sem por quê.
Por que?

Já não era assim,
já se fosse
já era.
Sem erva doce.

Era tanto uma nota,
o que sobra era um choro,
sem demasiado deveras.
Não aceita?

Já foi assim,
já se fosse,
já .
Sem limão.

Uma nota tanta,
que sobrou um choro,
sem quereres.
Não foi?

(Monique Ivelise)