domingo, 26 de junho de 2011

Sexo com c

Não condiz a minha postura com
a inegável herança de ironias.
Herança branca de brados retumbantes.
Herança de prostíbulos viciados.

Minha conduta se faz de modernidades.
De puteiros sedentos por destruição,
por aparecer, por ganhar voz.
Que se faz de sexo de palavras,
de ideais desprivilegiados.

Minha conduta,
perversa,
imoral,
dolente.
Te prende, te trucida, te mata.

É levada a julgamento,
das grandes senhoras do respeito.
Sem qualquer defesa.
Só em meio de civilizados.
Só, a selvagem conduta.

Pegou 30 anos de cadeira,
sem direito a súplica.
Sem nada,
sem nada;
nada.

Hoje, trancafiada,
em uma cadeia de alta periculosidade
(que palavra bonita!)
Muda, conduta!
Hoje, há mais condutas
do mesmo jeito.
Transando pelas avenidas,
sob os tais olhos,

Há como prender?
Diga você!

(Monique Ivelise)

domingo, 19 de junho de 2011

Fort Minor - Remember The Name (OFFICIAL Video) HD

Diga-me um nome


Qual é o preço de quem vive?
Que paga com seu sangre
a bebida de alguns.
Que paga com sua felicidade,
a imagem ao espelho de outros.
Qual é o preço?

De quem traga em seu desespero
para viver com incríveis segundos
de uma possível atenção.
Enquanto, há outros que brincam
de divindades,
escolhendo o futuro.
O que se faz?

Com um corpo estendido no chão,
que espera por canções de amor.
Que espera por
ordem e progresso.
Onde encontro?

A tal Pasárgada,
dos sonhos.
E assim ser amigo do rei,
e escolher e quer.
Acordou?

Se tornar um bobo da corte,
no lugar onde tem gente que
chama das terras das palmeiras.
Porém o sabiá,
já se foi.

(Monique Ivelise)

Editar páginas


Esqueça da canção,
ponha-te de braços atados.
Esqueça do sabor de noite,
das madrugadas.
Esqueça.

Desapareça dos olhos da certeza,
minta contra o inocente.
Desapareça de quem faz,
a intriga com tuas palavras.
Desapareça.

Arme contra o singelo adjetivo.
Arme em direção dos culpados.
Despeje balas na cabeça do desavisado.
Arme.

Mate a música,
a dança,
e principalmente o verso do que se diz.
Mate e sorria

(Monique Ivelise)

Pronomes

Já não há mais o pronome
que possessivou a tua linda ironia.
As tuas palavras,
os teus ordinários ferimentos.

Já não há mais pronomes
que demonstrem
a tua mentira;
a tua insensatez.

Muito menos, relativos.
Desafinados ao compasso
da matriz do fingimento.

Oh, desgraçado gentil
permanece na tua pessoalidade,
e vagas por caminhos tortos,
tentando sonhar.

(Monique Ivelise)

sábado, 11 de junho de 2011

Foi-se a consciência...

... transformou-se em sombra

Bomba de palavras

Espelho

Quem espera de mim respostas,
se ponham para fora.
Pois não sou dona de nada,
não tenho nada.

Quem espera de mim mansidão,
se desesperem.
Pois minha alma é feita do rarefeito,
do contraditório,
da obscuro.

Não tenho repostas,
nem soluções,
muito menos o mapa do tesouro.
Já sabes...

Então, faça de mim
as próprias perguntas,
as questões interrogativas.
Sou, sim, o espírito perturbado,
que luta, descontraria e revolucionar.
Ou mete-se a falar,
meias palavras sem sentidos.
Quem sabe,
um rosto sem reflexo.

Apenas, uma dúvida.
Sem veiculo.

(Monique Ivelise)