Feito de música para falar de música. Bailante para dançar. Poético para poetizar. Louco para enlouquecer.
sábado, 2 de julho de 2011
Ebulição
Fez-se a explosão!
Tchibum!
A revolta da revolução,
do bem amado do infeliz.
Se quebrou
a cara branca de vidro.
Se quebraram
os pedestais de mármore.
Plaft!
Destruiu-se a moral
vigente do alto.
Destruíram-se as folhas
de cada árvore,
de cada sorriso.
Tipum! Tipum!
Nasceu o jogado de fora,
lá no centro.
Nasceu a voz,
que está aprendendo a cantar.
Alçou voo as palavras.
Fufuuuuu....
Ebuliu a vontade prendida.
Esparramou por todas margens,
queimando todos os pés.
Uhhhhhh!!!
(Monique Ivelise)
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Acorda
Acorda senhor!
Não vê o que se passa?
Não vê o que acontece?
Acorda-te!
Não sabe a direção do meu olhar?
Do meu sorriso.
A direção dos meu toques,
Acorda!
Acho que a burrice não é dos
teus pre-requisitos.
Se fazendo de mal entendido.
Oh, burro senhor!
Chega de conselhos,
de amorecos.
Acorda!
Chega!
Acabou!
(Monique Ivelise)
domingo, 26 de junho de 2011
Como se faz?
Faz-se a música com barulho,
com baaaruuuullhhhooooo.
Muito por sinal.
Faz-se a música,
com palavras femininas:
rosas e oblíquas.
Faz-se a música,
com passos de luto.
Comemorando a morte
da insensatez de coisas.
Como se faz um poema?
Então, meu irmão?
Com palavras?
Com músicas?
E ai? Meu mano
Escreve ai!!!
Acho de baaaaruuullhhhoooo,
de palavras femininas
e com passos de lutos,
que estavam comemorando
a tal morte da insensatez.
E agora:
É música ou é poema?
(Monique Ivelise)
Mentiras

Uma lágrima,
apenas uma lágrima,
apenas uma.
Que soltei por ti.
Pelo seu desprezo.
Foi apenas uma batida,
forte porém única,
em meu peito.
Diante da amargura da tua voz.
O que faço?
Esqueci das imagens.
Dos lapsos de memória.
Das palavras.
Dos sonhos.
Dos gestos.
Teus.
Retomo a pergunta:
O que faço?
Escrevo e viajo
na mentira de um futuro.
(Monique Ivelise)
Sexo com c
Não condiz a minha postura com
a inegável herança de ironias.
Herança branca de brados retumbantes.
Herança de prostíbulos viciados.
Minha conduta se faz de modernidades.
De puteiros sedentos por destruição,
por aparecer, por ganhar voz.
Que se faz de sexo de palavras,
de ideais desprivilegiados.
Minha conduta,
perversa,
imoral,
dolente.
Te prende, te trucida, te mata.
É levada a julgamento,
das grandes senhoras do respeito.
Sem qualquer defesa.
Só em meio de civilizados.
Só, a selvagem conduta.
Pegou 30 anos de cadeira,
sem direito a súplica.
Sem nada,
sem nada;
nada.
Hoje, trancafiada,
em uma cadeia de alta periculosidade
(que palavra bonita!)
Muda, conduta!
Hoje, há mais condutas
do mesmo jeito.
Transando pelas avenidas,
sob os tais olhos,
Há como prender?
Diga você!
(Monique Ivelise)
sábado, 25 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Diga-me um nome

Qual é o preço de quem vive?
Que paga com seu sangre
a bebida de alguns.
Que paga com sua felicidade,
a imagem ao espelho de outros.
Qual é o preço?
De quem traga em seu desespero
para viver com incríveis segundos
de uma possível atenção.
Enquanto, há outros que brincam
de divindades,
escolhendo o futuro.
O que se faz?
Com um corpo estendido no chão,
que espera por canções de amor.
Que espera por
ordem e progresso.
Onde encontro?
A tal Pasárgada,
dos sonhos.
E assim ser amigo do rei,
e escolher e quer.
Acordou?
Se tornar um bobo da corte,
no lugar onde tem gente que
chama das terras das palmeiras.
Porém o sabiá,
já se foi.
(Monique Ivelise)
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