sábado, 22 de janeiro de 2011

É possível ter saudade de algo que nunca se teve?

A pura verdade

Quando todos os sinais
apontam para o mesmo caminho,
você ainda insiste ver uma
coisa que não está acontecendo.

Então, por que se faz de burro?
Para talvez, ganhar tempo?
Para tentar mostrar uma coisa que não é?
Por que?

O final já foi anunciado.
Então, saia daqui.
E tente se reinventar em outra companhia
Pois a celebre que vós anuncia,
Já disse adeus há muito tempo.

Então: Boa Viagem!!!

(Monique Ivelise)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Folhetim - Chico Buarque

Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim

E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim

E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis

Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim

Ao pé da noite...

Saudo a vocês peregrinos da madrugada
Que se julgam senhores da luxúria,
sem algum pesar,
Sem alguma consideração.

A vocês, ministros da grande gentileza
Que se juntam aos demais simplórios,
que não conhecem a magia,
muito menos a ilusão.

Reverencio, as vossas atitudes,
de contra-mestre carnavalesco.

Faço-me de colombina arrependida,
que canta nestes minutos que se seguem;
ao pé da nebulosa madrugada.
Pois não sou daquelas mulheres que só dizem sim,
mas quem sabe um talvez...

(Monique Ivelise)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Pirata...

Uma vez já disse, que era uma pirata
de almas, que vive dos olhares estranhos.
Que goza do mistério,
que faz de tudo para não ser vista,
como boazinha e inocente.

Disse também, que tinha olhar angelical,
sorriso infantil e boas ações.
No entanto, o que faço?
O poder da dúvida, da brincadeira.
Acredite se quiser.

Uma proposta!
Tente, se por acaso,
qualquer acidente,
não cobrimos o seguro.

(Monique Ivelise)

Quem sabe...

Era o início,
uma conversa, sem pretensões.
Uma proposta, uma dúvida.
Apenas uma resposta:
Quem sabe!

Outro desejo, continua
em dias atuais.
Aos encontros casuais.
Porém, mais uma dúvida.

Quem sabe, no futuro
se resolva.
Quem sabe, não é?

(Monique Ivelise)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O primeiro

Serias o último da fila,
se não fosse a tua conveniência,
se não fosse a rua sorte.

Então muda-te de história.
Passe para próxima;
e continue a tua vanguarda,
de artista do século passado.

(Monique Ivelise)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Apenas um bom dia

Boa noite quando acorda
Boa tarde quando se levanta,
de todo sono de Vênus.

Parece complicado,
mas é somente a cor delicada da
comédia suburbana.
É tão somente a tua curiosidade,
velada.

Parece inútil,
mas foi seus feitos,
que o trazeram para cá.

Parece simples,
porém foi sua consciência
que o parou,
que sentiu essa dimensão.

E tudo isso só para,
lhe desejar apenas:
Um Bom dia!!!

(Monique Ivelise)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Soluços

Foram várias lembranças,
nesta pequena cabeça,
que sonha com a loucura,
de uma impossível aventura.

Gostaria que meu nome fosse
rock'n roll, ou o seu.
Para que hoje, tudo não
transpassasse minha garganta
nesse meio soluços.

Que interrogam a tua existência,
a tua vivência;
a tua morte, a tua tentativa.
Por que não sois o que vós imaginaste
Sou a incógnita perfeita,
e mais bem acabada
de teu pensamento.

Por isso refaço as suas ideias
concebidas, moldadas por suas linhas brancas.
Por que sou nada mais que a linha vermelha,
que atrapalha a tua costura.

(Monique Ivelise)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Apenas uma prece de fim de noite

Senhor,o que fiz para provocar vossa tirania?
Se sou tão pecadora quanto os vossos clientes.
Se sou tão comum ao vosso olhar,
ao vosso toque.

O que abusei de ti?
Senão as preces dolorosas mandadas.
O terço comercial sob névoas,
Entre milagres descobertos.

Senhor, será que contrariei vossa expectativa?
Em permanecer numa atitude individual e egoista.
Ou melhor, fugi da tradição.

Hoje, vejo que meus atos estão sendo julgados
por vosso conhecimento.
Estou aqui, sozinha, escrevendo
meus caminhos.
Enquanto os outros, comemoram em par
a vossa festa.
Eu, aqui, finjo sentir todo esse ar,
porém quero entender toda essa covardia.

Então, Senhor, o que fiz de errado?
Senão viver.

(Monique Ivelise)