Feito de música para falar de música. Bailante para dançar. Poético para poetizar. Louco para enlouquecer.
domingo, 20 de março de 2011
Cantigas
Como pode um peixe vivo,
viver fora de água fria?
Sem alimento, sem companhia.
Como pode?
Ser feliz,
era uma obrigação;
transformou-se em divertimento.
Como pode?
Como pode?
Ser assim,
simplesmente esquecida.
Virar plateia do próprio show.
A pedra ainda está no meio do caminho.
Ainda não foi decidido.
Como pode?
(Monique Ivelise)
viver fora de água fria?
Sem alimento, sem companhia.
Como pode?
Ser feliz,
era uma obrigação;
transformou-se em divertimento.
Como pode?
Como pode?
Ser assim,
simplesmente esquecida.
Virar plateia do próprio show.
A pedra ainda está no meio do caminho.
Ainda não foi decidido.
Como pode?
(Monique Ivelise)
sábado, 19 de março de 2011
Baú de ouro
O que sou agora,
é um pouco diferente de amanhã.
O que sou agora,
é o contrário de ontem.
Ser ou não ser,
não me descreve.
Ou sabe lá?
Não me importo,
com tuas palavras,
com teus atos.
Não me importo.
Sou a contrariedades
antepassadas com um toque sexy
O que sou agora é tão complicado
que não me importo,
muito menos escrevo ou recito.
(Monique Ivelise)
é um pouco diferente de amanhã.
O que sou agora,
é o contrário de ontem.
Ser ou não ser,
não me descreve.
Ou sabe lá?
Não me importo,
com tuas palavras,
com teus atos.
Não me importo.
Sou a contrariedades
antepassadas com um toque sexy
O que sou agora é tão complicado
que não me importo,
muito menos escrevo ou recito.
(Monique Ivelise)
Cee Lo Green e John Legend vêm ao Brasil em maio

Os cantores Cee Lo Green e John Legend, dois dos principais nomes da soul music da atualidade, vão se apresentar no Brasil em maio. Eles são as principais atrações do Urban Music Festival, que acontece na Arena Anhembi, em São Paulo, no dia 29 de maio.
A venda de ingressos começa no dia 28 de março, com o primeiro lote custando R$ 100. A partir do dia 04 de abril, o preço aumenta para R$ 160. Além de Green e Legend, o evento terá o rapper brasileiro Emicida e o músico americano Afrika Bambaata.
Cee Lo Green ficou famoso como a voz do Gnarls Barkley, do hit "Crazy". No final do ano passado, lançou o álbum solo "The Lady Killer" e fez sucesso com a música "Fuck You".
Já John Legend vem ao Brasil acompanhado da banda The Roots, com quem lançou no ano passado o disco "Wake Up", composto de clássicos do soul dos anos 1970 e 1980.
Essa será a primeira edição do Urban Music Festival. O evento deveria ter acontecido em 2010, com o rapper Timbaland como atração principal, mas foi cancelado.
Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/cee+lo+green+e+john+legend+vem+ao+brasil+em+maio/n1238170105631.html
São seus olhos...
Que elogiam os meus olhos singulares
Comuns a todos,
Comuns a sabedoria popular,
Comuns a tudo que se entende
São seus olhos que vêem a boemia
Vêem o certo incerto
O desconcerto do mundo
A putaria da boa samaritana
Não são os meus que são;
São os teus que não são.
Não são os meus que são de mel,
mas os teus são levemente picantes.
Não queira deslumbra-los,
pois a piada de tua boca,
a pouco espalhou tolices.
Não queira fazê-los de brinquedos,
por que olhos também têm sentimentos,
mesmo que pequenos.
Então, apenas continue teu caminho,
para frente e não olhe para mim,
pois meus olhos são cegos e mudos.
(Monique Ivelise)
Comuns a todos,
Comuns a sabedoria popular,
Comuns a tudo que se entende
São seus olhos que vêem a boemia
Vêem o certo incerto
O desconcerto do mundo
A putaria da boa samaritana
Não são os meus que são;
São os teus que não são.
Não são os meus que são de mel,
mas os teus são levemente picantes.
Não queira deslumbra-los,
pois a piada de tua boca,
a pouco espalhou tolices.
Não queira fazê-los de brinquedos,
por que olhos também têm sentimentos,
mesmo que pequenos.
Então, apenas continue teu caminho,
para frente e não olhe para mim,
pois meus olhos são cegos e mudos.
(Monique Ivelise)
Tragédias gregas
Era amor?
Ou era ódio?
Éramos Julieta e Romeu?
Ou fomos Era e Hércules?
Era mente e coração?
Ou somente razão e emoção?
Se faz corte com o desprezo?
Com o silêncio?
O apagar dos olhos,
lança o esquecimento.
Lança o passado que podia ser presente.
Aliás, futuro.
Era amor?
Ou apenas uma comédia romântica.
(Monique Ivelise)
Ou era ódio?
Éramos Julieta e Romeu?
Ou fomos Era e Hércules?
Era mente e coração?
Ou somente razão e emoção?
Se faz corte com o desprezo?
Com o silêncio?
O apagar dos olhos,
lança o esquecimento.
Lança o passado que podia ser presente.
Aliás, futuro.
Era amor?
Ou apenas uma comédia romântica.
(Monique Ivelise)
domingo, 13 de março de 2011
Auto-retrato
Sou das ruas.
Uma ladra de sortes.
Uma encantadora de serpentes,
que é mordida pelo desejo falido.
Uma prostituta de almas negadas;
Talvez, uma ambulante,
que vende a maldade de um olhar.
Uma viciada em danças desprezadas.
Uma abnegada, sem registro,
muito menos identidade.
Sou das ruas sujas,
contemporânea e periférica.
Sou do encanto descansado.
Sou o descabido com nome.
Sou?
Se sou, uma proposta:
O desvendamento!
Se sou, uma fantasia.
Se sou, um beijo.
Se sou, uma morte.
Se sou, uma brincadeira.
Mas se não sou,
Não me digas,
pois pra que se importar?
Sei estou há muito de descobrir.
O que resta: as ruas!
(Monique Ivelise)
Uma ladra de sortes.
Uma encantadora de serpentes,
que é mordida pelo desejo falido.
Uma prostituta de almas negadas;
Talvez, uma ambulante,
que vende a maldade de um olhar.
Uma viciada em danças desprezadas.
Uma abnegada, sem registro,
muito menos identidade.
Sou das ruas sujas,
contemporânea e periférica.
Sou do encanto descansado.
Sou o descabido com nome.
Sou?
Se sou, uma proposta:
O desvendamento!
Se sou, uma fantasia.
Se sou, um beijo.
Se sou, uma morte.
Se sou, uma brincadeira.
Mas se não sou,
Não me digas,
pois pra que se importar?
Sei estou há muito de descobrir.
O que resta: as ruas!
(Monique Ivelise)
Delírio comunitário
Por que não admitir?
Por que faz isso?
Não sabes que só tenho
um pequeno coração,
que sonha e desiste.
Faz da escrita a única fuga.
Ou melhor, a principal.
Então, quando me encontrares:
Olha-me, cala-me e beija-me.
Como se fôssemos desconhecidos;
nunca antes vistos.
Por que falar?
Se podemos poetizar?
Ou delirar?
(Monique Ivelise)
Por que faz isso?
Não sabes que só tenho
um pequeno coração,
que sonha e desiste.
Faz da escrita a única fuga.
Ou melhor, a principal.
Então, quando me encontrares:
Olha-me, cala-me e beija-me.
Como se fôssemos desconhecidos;
nunca antes vistos.
Por que falar?
Se podemos poetizar?
Ou delirar?
(Monique Ivelise)
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