sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Propostas

Feito de detalhes,
são minhas carências.
De verso,
a saudade.
Intenção,
o medo de algo que nunca foi feito.

Perfeito,
aquele que nunca disse não.
Atrevido,
o que fala não.

Encante-se por sinais,
mais que por cenas.
Prenda-se por arrepios,
do que por facilidade.

Gosta de desafios?
Ou continue por aí,
com os mesmos troféus...
Ou gosta de pecados?

(Monique Ivelise) 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Um pequeno par

O que se pretende a parecer
é apenas a imagem planejada do absurdo.
Todas as fases,
todos os alentos da rua
e todas as veias da sua boca.

Um peço e meia atitude,
dois cantos e meia guitarra.
Tudo ficará as escondidas,
ficará aos comentários
de também meias páginas,
meias e meias metades.

O que fica é a personagem
das histórias, que falam por aí.
Aquelas histórias que donzelas inocentes
ainda acreditam.
Aquelas, que nunca contará
sua mísera caminhada
de míseros pares,

De restante,
será a mais cordial dos cordiais;
a mais pobre entre os ricos
e a mais vingativas entre vocês.

(Monique Ivelise)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Boas vindas

Sonho e largo mundo,
mais vasto era o meu coração,
que se foi pelos reticentes caminhos da estrada.

Era questão de honra, de apreço e saudade.
Não faço por onde minha maldade,
que querer o errado;
vigiar o insano
e deleitar o infinito.

Quero as verdades insossas,
os bel momentos de loucura
e as viagens de um dia passado.

Peça por mim nas avenidas,
nos botequins de encontro.
Não encontro nas cartas de vinhos.
Me meço pelos gritos dos esquecidos.
Já que prefiro as reticências,
pois são sinais propícios para sua vinda.

(Monique Ivelise)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Não é necessário titular...

Tenha medo,
tudo chega perto dos meus sabores.
As informações são as matizes do seu perfume,
que exalam a vontade do nada esperado.

Tenha encanto,
pois nada é de graça.
Tudo é vendido pela preço mais fácil da praça
e jogado pela rua.

Deboche,
do meu discurso,
mas faça o que quero,
é uma ordem.

Já diziam por ai,
que a sorte deveria ser gosto de fruta mordida
a minha morderam e
não devolveram o que queria.

Tenha medo de mim,
não vou consentir com os noticiários,
com a modesta ordem que dizia que devia manter a uma modelo.
Medo, era uma palavra que deveria lhe amedrontar...

(Monique Ivelise)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Testamento

Não tente,
não se faça.
Pois tudo já está consumido.
Não espere por tolerâncias,
o olhar que você deseja
virou a esquerda.

Não queira
não tente
as mil maneiras de encantar um rosto.
Não alimente sua fome
não pinte o mesmo retrato.

Finalmente, vá embora
respeite sua pegada
Não deseje as notícias do jornal
de sete meses atrás.
Não tente,
pois acaso os quereres foram embora.

(Monique Ivelise) 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pare e mais

Sou o incrível mito.
Não faço de nada
que possa ser medida.
Se aliso meus cabelos,
escovo minha alma.

Não vesti à toa
as roupas de meu escravo.
Sou a persona-sem ideal
para os últimos romances,
dessa geração pura inversada.

Pentearam meus olhos;
Agora vejo tudo de outra cor,
tudo mais claro
no tom mais limpo.
Tiraram as poeiras
de minha vista.
Converteram minha imagem
e semelhança
a de outros santos pecadores.

Como interrogar se os pontos fugiram,
ficaram apenas os mais debilitados.
Como retroceder, se não
volta ao princípios das coisas.
Se fosse se, seria um já

(Monique Ivelise)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Flores

Um monte de mentiras ,
tudo que falo
tudo que pincelo
Várias mentiras

Choro sozinha
nos princípios individualizados
choro e minto
quando não está nada por perto

Sinto ciúmes das flores
quero o presente não dirigido
Minto para morrer
A história é contada como é
e eu choro na página colada.

Um monte de mentiras
várias lágrimas
mentiras
chuva.

(Monique Ivelise) 

domingo, 22 de setembro de 2013

Meias propostas

Quase se foi por ai sem querer.
Quase fez o que queria,
mas seu dono não disse.
Quis um medo sem ser o seu.
Procurou o visível,
bateu com o vento.

Oh a senhora perdida;
entre mais e males.
Entre um encanto quase perfeito
e um sorriso sempre pintado.
Oh sem registro,
não se pinta mais em rubro
faz-se de uma quase brincadeira.
Já não colore a pele de manhã,
perverte alguma alma sem solo.

A quase mulher da rua
entre duas medidas
e um único jeito de olhar.
A quase tudo
ou um meio nada,
Apenas um diálogo mal feito.

(Monique Ivelise)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Querências

Acordei  de nada,
parada por ai.
Fingindo não fingir
saudando uma sorte não minha.

Fui
e vi nada
cansei por nada.
Sonhei o nada.
Obrigada,
por nada.

(Monique Ivelise)