quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Foi apenas uma provocação

Abusei das palavras proibidas,
sem qualquer intenção medieval.
Cavalgando pelas tormentas,
mediei todo o esperado pela minha condição.

Façam as apostas.
O que os senhores bondosos querem desta humilde empregada?

Não versei a toa,
tudo são provocação.
Tudo são invenções da sua cabeça,
que o fazem melhor, 
pelo menos na sua cabeça;
pelo menos na sua cabeça.

Não acreditas?
Veja com o tempo,
Não vais está tão animado com a novidade.
Já não serão o brilho dos teus olhos, 
senão um pedaço de carne, prestes a  tua voracidade.

Farei o meu papel de suja,
bem qualquer borrão
na trajetória maquiada de minha espécie.
Cantarei a ode postada nos quadrinhos.
E assim, tornarei a personalidade da tua pátria.
Com milhões de exemplares, excitando profetas,
com tu, manterem a mesma órbitas dos acontecimentos.
Continuarem com a mesma ordem poética,
de dez palavras, 
palavras duras, ainda palavras.

Não entende?,
Faça sua aposta.
O que deseja, senão o meu relicário, 
comprado em lojas de conveniências.
A incrível miséria de 1,99.

Então, o farei sem nenhum inconveniente,
a espera da hora do abate.

Então, meu querido,
são apenas provocações.

(Monique Ivelise)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Navidad...

Tempos de recomeços, de continuidades, de palavras doces e também amargas. 


Desejo das mais loucuras poéticas.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Poeminha das 6 da manhã de domingo

Não sonho com profetas.
Não vejo as paredes.
Não contemplo o teu senhor.
Muito menos percorro as tuas romarias.
Não há de fazer os caesares de uma história desacatada.
Não há de fazer novas páginas em função do espírito santificado.

Serão mostrados os discursos dos infiéis,
ao domingo pela tarde.
Farão jornadas até o patamar adorado.
Eis a falsa cerimonial.
Eis a construção secular.

Crede e vê como ele é bom.
Forçai a magnitude de seu ato.
Louvores e glórias ao rei da dança.
Salve os incrédulos.
Salve as ladainhas.
Salve a ignorância.
Salve e amém.

(Monique Ivelise)

domingo, 16 de dezembro de 2012

A figura picaresca

Sem nada.
Nada.
Nada.
Que te faça chorar as lágrimas perdidas.
Voltar ao passado,
ver aquela figura.
Voltar ao destino,
dizer os teus não's.

Sem nada,
nada, 
nada.
Chore pelo hoje.
Faça pelo hoje.
Foda-se.

(Monique Ivelise)

domingo, 18 de novembro de 2012

A construção de rosas

O mundo é apenas um moinho.
Cheio de ventos desvalidos,
cheio de ventos calados.

Formados de rosas do fim do verão,
do calmo perfume roubado.
Assim acabando com os tristes olhares do estranho poeta.

E assim, a sorrir cumpro meu papel
de mocidade perdida.
Em favor de minhas letras,
ainda hei de amar.
Para não me calar em teu lado.

Deixe-me ir, sorrindo para não chorar.
Deixe-me ir, meus olhos já não fazem poesia.
Deixe-me ir, pois o mundo é apenas um moinho.
Preciso andar e procurar o nova velha poesia.
Procurar a alvorada.

(Monique Ivelise)

Cartola e seu Pai - O Mundo é um Moinho

domingo, 11 de novembro de 2012

Capítulo apagado

Foi uma grande violação,
as tuas costas ardidas
pela digna prostituição de tuas lágrimas,
da tua metida fraqueza;
que chora alegrias
sem saber que era promoção,
a mais alta promoção.

Calei minhas esperanças.
Hoje sou um descaso social,
sem sorte.
Peço por misérias,
por responsabilidades.
Calei-me e peço por abusos.

Já fui a puta, devido minha pele.
Hoje vivo, a cuja responsabilidade de um tráfico.
Hoje sou uma qualquer,
em desequilíbrio constante;
Sou uma qualquer.
Vou virar para rua
e reconhecer um novo
jeito de viver.

(Monique Ivelise)