segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Navidad...

Tempos de recomeços, de continuidades, de palavras doces e também amargas. 


Desejo das mais loucuras poéticas.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Poeminha das 6 da manhã de domingo

Não sonho com profetas.
Não vejo as paredes.
Não contemplo o teu senhor.
Muito menos percorro as tuas romarias.
Não há de fazer os caesares de uma história desacatada.
Não há de fazer novas páginas em função do espírito santificado.

Serão mostrados os discursos dos infiéis,
ao domingo pela tarde.
Farão jornadas até o patamar adorado.
Eis a falsa cerimonial.
Eis a construção secular.

Crede e vê como ele é bom.
Forçai a magnitude de seu ato.
Louvores e glórias ao rei da dança.
Salve os incrédulos.
Salve as ladainhas.
Salve a ignorância.
Salve e amém.

(Monique Ivelise)

domingo, 16 de dezembro de 2012

A figura picaresca

Sem nada.
Nada.
Nada.
Que te faça chorar as lágrimas perdidas.
Voltar ao passado,
ver aquela figura.
Voltar ao destino,
dizer os teus não's.

Sem nada,
nada, 
nada.
Chore pelo hoje.
Faça pelo hoje.
Foda-se.

(Monique Ivelise)

domingo, 18 de novembro de 2012

A construção de rosas

O mundo é apenas um moinho.
Cheio de ventos desvalidos,
cheio de ventos calados.

Formados de rosas do fim do verão,
do calmo perfume roubado.
Assim acabando com os tristes olhares do estranho poeta.

E assim, a sorrir cumpro meu papel
de mocidade perdida.
Em favor de minhas letras,
ainda hei de amar.
Para não me calar em teu lado.

Deixe-me ir, sorrindo para não chorar.
Deixe-me ir, meus olhos já não fazem poesia.
Deixe-me ir, pois o mundo é apenas um moinho.
Preciso andar e procurar o nova velha poesia.
Procurar a alvorada.

(Monique Ivelise)

Cartola e seu Pai - O Mundo é um Moinho

domingo, 11 de novembro de 2012

Capítulo apagado

Foi uma grande violação,
as tuas costas ardidas
pela digna prostituição de tuas lágrimas,
da tua metida fraqueza;
que chora alegrias
sem saber que era promoção,
a mais alta promoção.

Calei minhas esperanças.
Hoje sou um descaso social,
sem sorte.
Peço por misérias,
por responsabilidades.
Calei-me e peço por abusos.

Já fui a puta, devido minha pele.
Hoje vivo, a cuja responsabilidade de um tráfico.
Hoje sou uma qualquer,
em desequilíbrio constante;
Sou uma qualquer.
Vou virar para rua
e reconhecer um novo
jeito de viver.

(Monique Ivelise)

domingo, 28 de outubro de 2012

Coleção de ventania

Serão preciso ainda mais algumas pétalas,
para alguém se arrisque viver.
Um sonho, para tornar-se em perdão.
Uma nota, em uma canção.

Serão precisa mais lágrimas,
para contornar a minha mensagem
ou quem sabe um novo alvorecer

(Monique Ivelise)

domingo, 14 de outubro de 2012

Sopro

Já não há nada
que vele o passado,
senão o vento soprado

a busca de dentes de leão
sob o ar.
A busca de novas pétalas
e quem sabe,
uma nova amizade.

(Monique Ivelise)