domingo, 26 de abril de 2015

Valsa da despedida

Seria apenas mais uma de amor.
se fosse até hoje.
Seria saudade,
se não fosse ferida.
Apenas mais uma fraqueza
de quem pensa no primeiro minuto.

Tinha todo o direito de sair,
querer algo longe de mim.
Apenas ficou nada de nada
melodramático, melado, ruim.

Tenho prazer em falar
que as gotas não pingam mais,
não há mais goteiras.
Ainda te amo calada, mas não ouço sinfonias.
Ainda há os mesmos silêncios
se faz diferente.

Tenho prazer em falar
que esta é última valsa,
pequena e sútil
Pequenos passos bailados,
em rumo da porta,
em rumo de longe.

Deixei teus braços,
fui andando e rimando por aí
Fui valsando sozinha,
pois os pés já doeram demais.
É hora de ir.

(Monique Ivelise)

Lulu Santos - Apenas Mais Uma De Amor "Ao Vivo" HQ

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sugestões

Não é nada
apenas um pouco
um tempo
uma gota.

Nada é não
um talvez
quem sabe

Jogue-se
Não há roupas
se não a pele.

Um minuto
volte quando quiser.
Psiu!
Toque
Levante...

Ah,,,
Puxe
Nós não vemos mais nada.

Boa noite
quem sabe.

(Monique Ivelise)

sábado, 27 de dezembro de 2014

Um algo contagiante

Você canta as mesmas músicas para outra
Toca os mesmos ritmos
Sorrir como antes
Joga
pula
Cansa
Como mais um jogo da sua incrível vida de poeta.

No te demores,
o encanto não persiste
a proposta de uma vida livre
sem porta retratos,
não descompassa mais
não ferve mais o teu coração.

Esperando que o verão do seu sorriso nunca acabe,
fico entre a pérola e a espada.
Tente passar, o que estou passando
os versos são copiados
de um músico qualquer
na dúvida, de um carcará e outra rosa.

(Monique Ivelise)

Filha de um vento

Me disseram que era filha do vento,
mas faço um sopro aos ouvidos de quem tem medo.
Uma filha de momento,
que mexeria com as estrutura de um império
e conceberia a ironia nas mãos.
O que penso, senhores,
é a vontade de não mais sair quando me abalam.
Da linha de Iansã,
uma guerreira;
na verdade, uma lembrança de algo que nunca ocorreu.

Me disseram,
que bem manipulava o fogo ao meu favor,
a água ao meu coração,
a terra à minha semente.
Me disseram,
mas foram embora...
Era filha do vento,
mas encondo dele.

(Monique Ivelise)

domingo, 7 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Veneno

O que espero não é mais que centavos
O que você sente é o maior medo existente.
O que faço é virar as esperas.
Você, saí e pula dos dias.
Se saio é para dançar.
Você, para correr.

Você é a naja, que encanta outros olhos
morde e rasteja.
Sou antídoto do seu medroso veneno.
que lhe sufoca,
lhe prende
lhe afasta.

O que espero não é mais que centavos,

sábado, 15 de novembro de 2014

O meu preto te afasta

Meus pés ainda estão presos
meu corpo ainda se rende
a vontade do seu chicote
mata, guarda, prende e volta
prende, guarda, volta e mata

mata alguns sonhos
que são regidos a maestria dos tambores
sai ao ritmo de quem foge
mas não consegue sair
sai e volta, para encontrar-se com a morte
mesmo assim volta e mata as ilusões
sonha e foge

segue a linha da dança
e chora no asfalto
rasga o cabelo
na pretensão que seu sangue
não mais limpe seu choro
não deixe mais clara sua visão da vida
rasga o cabelo e chora na linha
dança nos espinhos
rasga o seu brilho
ao dar de si a sua carne
atrás da grande casa
rasga a memória
rasgam seu sexo
ainda rasgam seu cabelo

ainda dança em direção aos tambores
para encontrar a sua tonalidade
disfarçada nesses trechos
o sangue já não é visto
assim lhe guardam, lhe prendem e lhe matam.

(Monique Ivelise)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Medos

Dói que se fosse ontem
o peito pulsa
a vontade se despede
a busca de imagem perfeita e serena

bate, e desperta um súbito desejo
de nada que seja previsto
de tudo que foi feito
uma mágica aos seus descontrolados medos

medo de fugir
medo de fingir
medo de ceder
medo de apanhar
medo de ganhar

os seus encantos,
os teus desalinhos
os seus profundos olhares
os teus mersos quietos
mersos mesmo

Dói adiante com a caça perdida
dói uma construção de sua figura
fique e se perda por aí
pois anedotas e dedicatórias não são pra qualquer um.

(Ivelise, Monique)