domingo, 11 de maio de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Minha esquina

Será que a espera é a única chance de um infeliz?
Algo que nunca mais será
um perfeito canto
uma perfeita voz
algo nada perfeito.

Um olho de cor de giz de cera
mãos de um nobre
boca distanciada

Por que se chama moço?
se as ventanias sempre me levam para longe.
Por que se chama homem?
se vou juntando momentos
de sua companhia

E lá se vai mais um dia
contando os compassos
de seus círculos.

Sempre serão coisas que nunca conseguirei entender...

(Monique Ivelise)

domingo, 16 de março de 2014

Declarações

Finge que a sua palavra não foi declarada
em um sequer momento.
Finge, que o adeus já foi dado
e minhas memórias se permanecem
em vão e luto sentimento.

Não estou mais curvada aos teus pés,
não cessei de nada que me impede de viver,
somente quero as coisas impossíveis.
Já que são impossíveis,
continuo borrando os ventos como fosse o ontem.

Minhas cartas já não são remetidas há tempos,
Minha terra estranha, minha ferida
meu adeus se foram.
Hoje, finge não entender nada
e faz declarações que movem o tédio da vida.

Caso entenda algo do que foi escrito,
permaneça em silêncio,
pois declarações já não movem a lembrança.

(Monique Ivelise)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Trocas

Um vão por um medo,
em plena avenida parada
em dias de festas.

Mais um vão por um atitude
mal dada de caminho
bem pensada pela sorte
e pouco irônica de nascimento.

Pense, pare e não ouça;
os miados de fora
são fazem cachorro dormir.
Mais um vão pelo encanto de nada.

Nada mais a declarar,
o medo foi dado
pela moeda da casa.

(Monique Ivelise)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Mim a passarinho

Meu canto de passarinho
se fez sob os fios da janela ao lado.
Mas como passarinho
voa sozinho em busca de sonhos bonitinhos
e se depara com um assustador mundo de vertigens,
sem sabe que era seu melhor presentinho.

Assim também vai meu espírito passarinho
ser feliz e um pouco cansadinho
de tanto correr das gaiolas,
que estão atrás das pipocas da praça.

Ainda assim, passarinho
em rima rimadinha
Cantando em par de lendas
sobre o céu encantador,
só visto antes em contos de fadas.

(Monique Ivelise)



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Propostas

Feito de detalhes,
são minhas carências.
De verso,
a saudade.
Intenção,
o medo de algo que nunca foi feito.

Perfeito,
aquele que nunca disse não.
Atrevido,
o que fala não.

Encante-se por sinais,
mais que por cenas.
Prenda-se por arrepios,
do que por facilidade.

Gosta de desafios?
Ou continue por aí,
com os mesmos troféus...
Ou gosta de pecados?

(Monique Ivelise) 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Um pequeno par

O que se pretende a parecer
é apenas a imagem planejada do absurdo.
Todas as fases,
todos os alentos da rua
e todas as veias da sua boca.

Um peço e meia atitude,
dois cantos e meia guitarra.
Tudo ficará as escondidas,
ficará aos comentários
de também meias páginas,
meias e meias metades.

O que fica é a personagem
das histórias, que falam por aí.
Aquelas histórias que donzelas inocentes
ainda acreditam.
Aquelas, que nunca contará
sua mísera caminhada
de míseros pares,

De restante,
será a mais cordial dos cordiais;
a mais pobre entre os ricos
e a mais vingativas entre vocês.

(Monique Ivelise)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Boas vindas

Sonho e largo mundo,
mais vasto era o meu coração,
que se foi pelos reticentes caminhos da estrada.

Era questão de honra, de apreço e saudade.
Não faço por onde minha maldade,
que querer o errado;
vigiar o insano
e deleitar o infinito.

Quero as verdades insossas,
os bel momentos de loucura
e as viagens de um dia passado.

Peça por mim nas avenidas,
nos botequins de encontro.
Não encontro nas cartas de vinhos.
Me meço pelos gritos dos esquecidos.
Já que prefiro as reticências,
pois são sinais propícios para sua vinda.

(Monique Ivelise)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Não é necessário titular...

Tenha medo,
tudo chega perto dos meus sabores.
As informações são as matizes do seu perfume,
que exalam a vontade do nada esperado.

Tenha encanto,
pois nada é de graça.
Tudo é vendido pela preço mais fácil da praça
e jogado pela rua.

Deboche,
do meu discurso,
mas faça o que quero,
é uma ordem.

Já diziam por ai,
que a sorte deveria ser gosto de fruta mordida
a minha morderam e
não devolveram o que queria.

Tenha medo de mim,
não vou consentir com os noticiários,
com a modesta ordem que dizia que devia manter a uma modelo.
Medo, era uma palavra que deveria lhe amedrontar...

(Monique Ivelise)